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POLíTICA

Flávio critica proibição das bets e atribui a Lula expansão do setor

Augusto César Por Augusto César
Flávio critica proibição das bets e atribui a Lula expansão do setor

Candidato do PL classificou a medida anunciada pelo governo como “eleitoreira” e argumentou que a regulamentação feita durante a atual gestão contribuiu para o crescimento das apostas on-line no país.

Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe as apostas de quota fixa no Brasil. Durante agenda no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência criticou a decisão e responsabilizou o atual governo pela expansão das plataformas.

Flávio classificou a medida como “populista, hipócrita e eleitoreira” e sustentou que Lula tenta mudar sua posição sobre o setor às vésperas do primeiro turno.

A trajetória das bets no Brasil, no entanto, passa por diferentes governos. As apostas de quota fixa foram legalizadas em 2018, durante a gestão de Michel Temer (MDB). No governo de Jair Bolsonaro, a regulamentação prevista na legislação não foi concluída. As regras para o funcionamento das empresas foram estabelecidas já no atual governo Lula.

O candidato do PL também defendeu uma distinção entre apostas esportivas e cassinos virtuais. Embora tenha afirmado ser contrário aos jogos, Flávio sinalizou que considera diferentes as apostas vinculadas a eventos esportivos reais e os jogos on-line, como o chamado Tigrinho.

A posição já havia sido questionada por Ronaldo Caiado (PSD), que argumentou que manter as apostas esportivas e proibir apenas os cassinos virtuais não resolveria os impactos financeiros associados ao setor. O programa de Caiado prevê endurecimento das regras e restrições à publicidade, mas não propõe o banimento total das plataformas.

Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) defendeu o fim das bets ou uma tributação mais elevada sobre as empresas, citando os riscos de dependência relacionados às apostas.

Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), que também vêm fazendo críticas às plataformas durante a campanha, não haviam se manifestado diretamente sobre a medida anunciada pelo governo no momento da publicação da reportagem.

A decisão de Lula, anunciada a poucos dias do primeiro turno, levou o tema das apostas on-line novamente ao centro da disputa presidencial e abriu um embate entre as campanhas sobre a responsabilidade pela expansão e regulamentação do setor.

Fonte: O Globo
Foto: Frame/Instagram