Miqueias 5.2-4
Deus anuncia que de Belém-Efrata, uma localidade pequena e aparentemente insignificante, sairia aquele que haveria de reinar em Israel. A grandeza dessa promessa não estava na importância da cidade, mas na identidade do Rei: suas origens são “desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Essa profecia aponta para Jesus Cristo, que nasceu em Belém, mas cuja existência não começou no seu nascimento, pois ele é o Filho eterno de Deus. Deus escolheu um lugar pequeno para manifestar a grandeza do seu propósito redentor. Enquanto os homens costumam associar poder à grandeza visível, o Senhor realiza sua vontade por caminhos que revelam sua soberania e sua graça.
A promessa, entretanto, seria precedida por um período de aflição e espera. O Senhor entregaria seu povo aos sofrimentos anunciados, mas não abandonaria seu propósito de restauração. A imagem das dores de parto indica que a angústia não seria o desfecho da história: haveria nascimento, reunião e cuidado. O Rei prometido permaneceria firme e apascentaria o povo “na força do SENHOR”. Seu governo seria marcado pelo poder e pelo cuidado pastoral, proporcionando segurança aos que lhe pertencem, e sua grandeza alcançaria os confins da terra. Em Cristo, encontramos o Rei que governa e o Pastor que cuida. Essa segurança não significa ausência de tribulações, mas a certeza de que seu povo está sob um governo firme e um cuidado que não falha.
Lição de vida: Considerando que Jesus é o Rei eterno e o Pastor do seu povo, devemos confiar em seu governo, submeter-nos à sua Palavra e descansar em seu cuidado, mesmo nos períodos de aflição e espera. Nossa segurança está na grandeza daquele que nos governa e nos sustenta.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 27 de setembro de 2026
Texto para leitura anual: Miqueias 5-7
A paciência de Deus não anula sua justiça
Naum 1.3
Naum nos lembra que “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado” (v.3). Como é precioso saber que Deus é paciente! Ele não age com a impaciência e a precipitação que tantas vezes marcam nossas atitudes. Contudo, não devemos confundir sua paciência com aprovação dos nossos pecados. Se o Senhor tem nos dado tempo para reconhecer nossos erros, devemos receber essa oportunidade com humildade e arrependimento. Sua paciência deve nos levar a abandonar o pecado, e não a nos acomodar nele. O Deus que nos chama ao arrependimento é santo e não trata o mal como algo sem importância.
Ao dizer que o Senhor caminha na tormenta e na tempestade e que “as nuvens são o pó dos seus pés”, o profeta nos ajuda a enxergar a grandeza do nosso Deus. Assim como nossos passos podem levantar poeira do chão, as nuvens são apresentadas como poeira debaixo dos pés do Senhor. Essa imagem traz consolo ao coração de quem sofre: aquilo que nos assusta não está acima do poder de Deus. Naum anunciava que a crueldade de Nínive não ficaria sem resposta. Por isso, quando presenciamos injustiças e parece que o mal está vencendo, podemos descansar nesta certeza: o Senhor continua governando e fará justiça no tempo certo.
Lição de vida: Considerando que o Senhor é paciente e justo, devemos responder à sua Palavra com arrependimento e confiar nele quando sofremos injustiças. Sua paciência nos chama a mudar; seu poder nos dá segurança para esperar.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 28 de setembro de 2026
Texto para leitura anual: Naum 1-3

Por Augusto César