A Câmara de Vereadores de Garanhuns viveu um forte embate político nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, após as ações do vereador Ruber Neto e do presidente da Casa, Johny Albino.
De acordo com informações de bastidores e reportagens locais publicadas pelo Blog do Carlos Eugênio, os principais acontecimentos envolveram os seguintes pontos:
- O pedido de cassação: O vereador Ruber Neto protocolou oficialmente junto à Mesa Diretora um requerimento solicitando a declaração de perda do mandato de Alcindo Correia (PSB). Para fundamentar o pedido, ele apresentou uma certidão de trânsito em julgado (concluída em 25 de setembro), referente à condenação criminal de Alcindo pelo crime de ameaça cometido em 2022 contra o próprio Ruber.
- A tentativa de mudar a lei: Em paralelo, o presidente da Câmara, Johny Albino, pautou uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município. A proposta altera a regra de perda de mandato, suavizando o texto para que ela ocorra apenas “enquanto durarem os efeitos” da condenação criminal. Ruber Neto denunciou a medida publicamente nas redes sociais em veículos como o Agreste Notícias, classificando a ação como uma “manobra” para proteger Alcindo Correia.
- O resultado da votação: Apesar dos protestos e do pedido de cassação protocolado, a base governista — que detém ampla maioria — aprovou o projeto de mudança na Lei Orgânica em primeira votação por 15 votos a 2 (com votos contrários apenas de Ruber Neto e Thiago Paes). Uma segunda votação está agendada para o dia 13 de outubro.
Durante a sessão legislativa, o vereador Alcindo Correia contestou o pedido de cassação de Ruber Neto, afirmando que a sua pena (o pagamento de cinco salários mínimos) já foi totalmente cumprida e que o caso está encerrado.

Por Augusto César