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SEGURANçA

Juntos pela Segurança vira vitrine de Raquel Lyra 

Augusto César Por Augusto César
Juntos pela Segurança vira vitrine de Raquel Lyra 

Foto: Yacy Ribeiro

Edmar Lyra – O anúncio da governadora Raquel Lyra de investir R$ 38,9 milhões na construção de 25 novas delegacias em Pernambuco não é apenas uma ação administrativa — é, sobretudo, um movimento político calculado em uma das áreas mais sensíveis para qualquer gestão: a segurança pública. Ao espalhar os equipamentos por todas as regiões do Estado, o governo reforça a narrativa de presença institucional e busca responder a uma demanda permanente da população. Segurança, historicamente, define percepções de eficiência e influencia diretamente o humor do eleitorado, tornando-se um ativo estratégico na disputa política.

O desenho territorial da iniciativa não é aleatório. Ao contemplar desde a Região Metropolitana até o Sertão, passando por municípios de médio e pequeno porte, a gestão constrói uma capilaridade que dialoga com lideranças locais e amplia sua base de influência. O destaque para Vitória de Santo Antão, que receberá um complexo com cinco delegacias, evidencia uma lógica de regionalização dos serviços. Já a instalação de uma nova unidade na Macaxeira, no Recife, indica atenção a áreas urbanas densas e socialmente desafiadoras. Na prática, o governo combina estratégia operacional com sensibilidade política ao escolher onde investir.

O programa “Juntos pela Segurança” aparece como o eixo estruturador dessa política, reunindo não apenas obras, mas também a recomposição do efetivo das forças de segurança. A previsão de 7 mil novos profissionais até 2026, somada às nomeações já realizadas, reforça o discurso de prioridade. No entanto, o desafio vai além dos números. A efetividade dessas medidas dependerá da capacidade de integração entre as forças, da gestão dos recursos e da entrega de resultados concretos. A população não mede investimentos apenas pelo volume anunciado, mas pela sensação real de segurança no dia a dia.

No campo político, a aposta é clara: transformar ações visíveis em capital político sustentável. Obras, concursos e expansão da estrutura estatal ajudam a construir uma imagem de governo ativo e presente. Por outro lado, aumentam o nível de cobrança. Segurança pública é uma agenda que não admite meia-entrega — ou gera resultados perceptíveis, ou se converte rapidamente em desgaste. Ao avançar com esse pacote, Raquel Lyra assume o risco e a oportunidade de consolidar sua marca administrativa em uma área decisiva para o futuro político do Estado.

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