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SAúDE

Sepse está entre as principais causas de mortes em UTI no país

Augusto César Por Augusto César
Sepse está entre as principais causas de mortes em UTI no país

Foto: Canva

Como agir quando se trata de criança?

Por Emerson Costa | Rádio Folha 96,7 FM

sepse, popularmente conhecida como infecção generalizada, é uma condição grave que exige atenção imediata e tratamento adequado. Toda infecção deve ser combatida e não pode ser negligenciada, para evitar a evolução para quadros mais severos. Segundo o Instituto Latino-Americano de Sepse, a doença afeta cerca de 17 milhões de pessoas por ano no mundo, sendo aproximadamente 600 mil casos registrados no Brasil.

Quando se trata de crianças, a atenção deve ser redobrada. Em recém-nascidos e bebês, é fundamental observar sinais como temperatura muito baixa ou febre, dificuldade de acordar (letargia), recusa alimentar, fralda seca por mais de 12 horas e pele fria ou com manchas. Já em crianças maiores, os sintomas podem incluir febre alta ou temperatura abaixo do normal, batimentos cardíacos acelerados, respiração rápida ou dificuldade para respirar, confusão mental, dor intensa ou gemidos frequentes.

Nesta segunda-feira (20), o âncora da Rádio Folha 96,7 FM, Neneo de Carvalho, conversou, no Canal Saúde, com o médico intensivista e presidente da Sociedade de Terapia Intensiva de Pernambuco, Arthur Faria, sobre causas, diagnósticos, sintomas, importância do tratamento e como pode afetar principalmente as crianças.

Acompanhe a entrevista através dos players abaixo:
https://www.youtube.com/embed/5MzdEvCQaFE?si=rWFphgQ_p5E2LGRA

De acordo com o médico Arthur Faria, a sepse não é a infecção original em si, mas a reação desproporcional e destrutiva do próprio corpo a ela, podendo surgir de problemas corriqueiros.

“A sepse é quando o organismo da gente responde de maneira muito exacerbada a um quadro infeccioso. No caso da sepse, se essa infecção for na unha, vai fazer uma resposta tão importante no organismo do paciente e vai afetar o organismo todo”

Arthur Faria, médico intensivista

O especialista reforça que resgatou um hábito fundamental e barato da época da pandemia, mas que tem sido negligenciado pelas pessoas. 

“A gente consegue um excelente controle da taxa de infecção relacionado com uma coisa tão simples, tão barata e que esquecemos pós pandemia, que é lavar as mãos”

O médico explicou de forma didática o motivo pelo qual crianças pequenas e idosos representam o grupo de maior risco para o agravamento da síndrome. “O sistema imunológico das crianças ainda está em desenvolvimento, então ele tende a ter uma resposta mais lenta. Já nos idosos, a gente tem uma senescência do sistema imunológico, ele fica menos eficaz e a resposta fica mais lenta”, explica.

Por fim, o presidente da Sociedade de Terapia Intensiva fez um alerta grave sobre os índices de mortalidade da doença, enfatizando que buscar ajuda imediata ao notar os primeiros sinais de piora é o único caminho para a sobrevivência.

“A sepse é uma síndrome inflamatória extremamente grave e com risco alto. Então, vê que metade dos pacientes que fazem a síndrome grave vão vir a falecer e que é importantíssimo a gente reconhecer precocemente esse quadro infeccioso e tratar adequadamente”

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