O trânsito cresceu bastante, nestes últimos anos, em Garanhuns. Tem superado em muito as expectativas, exigindo maiores cuidados. Está efervescente, mas compacto. Sem muitas opções, em certas horas do dia não menos do que caótico. A cidade expandiu-se, a população idem, dando vez, logicamente, a que um maior número de veículos circule de modo efetivo por todas as suas ruas. Em relevo, as artérias principais.
A questão é que, apesar de a cidade ser bem sinalizada com inúmeras faixas, meios-fios bem revelados, placas sinalizadoras, boa quantidade de semáforos, ainda assim, há a necessidade de maiores investimentos no setor, pois aí está a população à espera.
Em várias localidades, permanece ansiosa expectativa nesse sentido, esperando-se, inclusive, a descentralização dos guardas de trânsito, os quais continuam, em grande número, na Av. Stº Antônio, artéria principal da cidade, o que, sem dúvida, ao contrário, poderia corrigir vários tipos de abusos.
Na realidade, não se pode esquecer o empenho das autoridades. Mas o centro da cidade tem tido sido muito contemplado, em detrimento de outros bairros não menos importantes. Alguns cruzamentos, por exemplo. Em virtude de estarem mais afastados, embora muito movimentados, têm sido esquecidos. Tome-se como exemplo o extenso bairro de Heliópolis, com a Rua Francisco Gueiros em relação à Edson Régis, Rua Oliveira Lima / Júlio Brasileiro, também Rua Stª Rosa / Av. Rui Barbosa (proximidades do Supermercado Bonanza), Pça. Souto Filho, no sentido centro da cidade, pontos esses, entre vários, diga-se o mesmo, todos cruciantes, ora carentes de semáforos, ora de lombadas ou seja lá o que for, pois inúmeras são as selvagerias praticadas por motoristas motociclistas e ciclistas, abalroando-se entre si, atropelando pedestres, carros com sons muito altos, fora de hora, outros veículos em alta velocidade, derrubando muro de residências e postes, simplesmente por ignorarem ou desrespeitarem as normas do trânsito. Lembre-se aqui alguns casos de motoristas alcoolizados.
Como as águas de um rio, assim é o trânsito. Foi criado para correr livremente e com ordem. No caso do primeiro, quando poluído, começa a se tornar inviável. Morre toda a criatura que nele há, e aventura-se quem nele mergulhar. O trânsito assemelha-se. Portanto, com um pouco mais de empenho, de investimentos, e mais estudos, Garanhuns poderá, em termos de trânsito, destacar-se também como cidade modelo. A ênfase é pelo bem da população, pela mobilidade urbana, pois desafeto não é conceber-se vida em harmonia para todos.

Por Augusto César