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SAúDE

Brasileira cria aparelho que acelera a cicatrização de feriadas em diabéticos e evita amputações

Augusto César Por Augusto César
Brasileira cria aparelho que acelera a cicatrização de feriadas em diabéticos e evita amputações

metamotivacional – Uma inovação brasileira está prestes a mudar o destino de milhares de pessoas. Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram uma tecnologia que pode revolucionar o tratamento do chamado pé diabético — uma das complicações mais graves do diabetes e responsável por cerca de 50 mil amputações por ano no Brasil.

À frente do projeto está a professora Suélia Rodrigues, que, junto à sua equipe e com apoio do IEEE, transformou anos de pesquisa em esperança real. O resultado é o projeto Rapha: um equipamento inovador capaz de acelerar a regeneração dos tecidos e reduzir drasticamente o risco de amputações.

A tecnologia combina lâminas de látex com emissores de luz LED, permitindo um tratamento simples, seguro e que pode ser feito tanto em hospitais quanto em casa. Mais do que eficiência, o projeto carrega um propósito: acessibilidade. A produção ficará por conta da Life Care Medical, que já possui certificação do Inmetro e aguarda a liberação final da Anvisa.

Essa conquista começou lá atrás, em 2005, durante o doutorado de Suélia, quando ela descobriu o potencial do látex — extraído da seringueira brasileira — na regeneração de tecidos. Em 2009, o projeto ganhou o nome Rapha, inspirado em São Rafael, símbolo de cura e proteção.

Mais do que um avanço médico, o Rapha representa dignidade, acesso e uma nova chance de vida para milhares de brasileiros. É a prova de que a ciência, quando guiada por propósito, pode salvar não apenas membros… mas histórias inteiras.

Como funciona o dispositivo

Lâmina de látex e equipamento móvel, componentes do Kit Rapha. - Foto: Beatriz Ferraz/Secom UnB

Lâmina de látex e equipamento móvel, componentes do Kit Rapha. – Foto: Beatriz Ferraz/Secom UnB

Suélia criou em Brasília o Rapha, aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos. - Foto: UnB

Suélia criou em Brasília o Rapha, aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos. – Foto: UnB

O Rapha funciona de maneira prática e se apoia em dois elementos principais: um curativo feito de látex natural, retirado da seringueira, e a emissão de luz por meio de LEDs. O látex contribui para o surgimento de novos vasos sanguíneos, enquanto a luz estimula as células da pele, acelerando o processo de regeneração e a cicatrização da lesão.

No atendimento clínico, o profissional inicia realizando a higienização da região lesionada, aplica a lâmina de látex sobre a ferida e posiciona o dispositivo de luz por cerca de 30 minutos. Depois, o curativo permanece no local por 24 horas. O procedimento pode ser repetido diariamente, conforme recomendação médica.

Certificação e próximos passos

O dispositivo já recebeu a certificação de segurança do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e segue nas etapas finais de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), preparando-se para dar o próximo passo: chegar aos hospitais e serviços de saúde, contribuindo com a redução de amputações e do tempo de cicatrização, além de evitar um grande número de internações por infecções. 

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