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TRAGéDIAS

“Estamos retirando a população de áreas de risco, onde há possibilidade de inundação e deslizamentos”, diz Raquel Lyra

Augusto César Por Augusto César
“Estamos retirando a população de áreas de risco, onde há possibilidade de inundação e deslizamentos”, diz Raquel Lyra

Governadora Raquel Lyra concedeu entrevista a Rádio Jornal nesta sexta-feira (1º) – Junior Souza/JC Imagem

“Estamos retirando a população de áreas de risco, onde há possibilidade de inundação e deslizamentos”, diz Raquel Lyra

Em entrevista à Rádio Jornal, nesta sexta-feira (1º), a governadora de Pernambuco detalhou a situação de emergência provocada pelas fortes chuvas

Por Mirella Araújo – A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, detalhou nesta sexta-feira (1º) a situação de emergência provocada pelas fortes chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata.

Um deslizamento de barreira registrado em Olinda mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Samu e da Defesa Civil, que atuam no local sem registro de vítimas até o momento.

“Nossas equipes estão no território e acompanham a situação de perto. Assim que tivermos qualquer atualização, vamos comunicar a população. O mais importante é que estamos presentes nas áreas afetadas”, afirmou a governadora Raquel Lyra, em entrevista à Rádio Jornal

Nosso time está completo em Passarinho, em Olinda, assim como no Recife e em toda a Zona da Mata Norte. Todos os equipamentos adquiridos para o Corpo de Bombeiros estão distribuídos nos grupamentos ao longo do litoral de Pernambuco com botes, jets e outros recursos necessários , além de equipes de prontidão, muitas delas já em atuação. Até o momento, não há registro de vítimas”, destacou.

Além de Olinda, municípios como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Nazaré da Mota, Timbaúba e São Lourenço da Mata estão em estado de alerta, com avisos da Defesa Civil sendo enviados diretamente aos celulares da população. 

Só na cidade de Goiana, o volume de chuva acumulado ultrapassa 200 milímetros, índice considerado crítico por concentrar, em poucas horas, o esperado para um longo período. 

“O que foi realizado até o momento, com exceção de Olinda, onde houve um deslizamento sem registro de vítimas, foi um trabalho de antecipação às demandas dos municípios. Estamos retirando a população de áreas de risco, onde há possibilidade de inundação e/ou deslizamentos”, explicou Raquel Lyra.

Ações operacionais

O governo estadual informou que forças operacionais estão mobilizadas em diversas frentes. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) atua na desobstrução de vias, incluindo trechos da BR-232, afetados por quedas de barreiras e acúmulo de lama. Já o Corpo de Bombeiros realizou o resgate de mais de 20 pessoas em áreas alagadas ou com dificuldade de locomoção.

Em apoio aos municípios, escolas da rede estadual foram disponibilizadas como abrigos para famílias desalojadas. Equipes também atuam em localidades como Vicência, Macaparana, Moreno e na região da Serra das Russas, além do monitoramento de rios para prevenir inundações em áreas ribeirinhas.

A governadora Raquel Lyra explicou que, em áreas de morro, as equipes das prefeituras são direcionadas aos pontos mais críticos e, com a emissão de alertas, orientam a saída dos moradores quando necessário. Segundo ela, trata-se de um trabalho conjunto entre Estado e municípios, voltado à prevenção e à antecipação de riscos, com o objetivo de preservar vidas.

Ela detalhou que o protocolo tem início quando o volume de chuvas atinge entre 130 e 140 milímetros nas áreas mais críticas. A partir desse cenário, entra em ação um sistema de mapeamento de risco realizado pelas Defesas Civis municipais em parceria com o Estado, com classificação em níveis de 1 a 4, sendo o último o mais grave.

“Portanto, não há motivo para pânico, mas há motivo para alerta. Em alguns casos, como ocorreu em Olinda, já há acionamentos específicos para atendimento de ocorrências, como no deslizamento registrado na área de Passarinho”, afirmou.

Durante entrevista a Rádio Jornal, a governadora afirmou que já entrou em contato com o prefeito do Recife, Victor Marques, onde a principal preocupação é com relação as áreas de morro. “Já foi suspenso o fornecimento de água da Compesa, para evitar que, em caso de deslizamento, haja rompimento de tubulações. Com isso, buscamos reduzir ao máximo os riscos para a população”, disse. 

De acordo com a previsão meteorológica da APAC, as chuvas devem continuar nas próximas horas, embora com tendência de redução gradual da intensidade. O governo estadual reforça a orientação para que moradores de áreas de risco fiquem atentos aos sinais de instabilidade, como rachaduras em imóveis, e sigam as recomendações das autoridades.

Contatos da Defesa Civil em caso de emergência

Abaixo, confira os telefones disponíveis para contato com as Defesas Civis do estado e dos principais municípios da Região Metropolitana do Recife.

Diversos pontos de alagamento já foram registrados na capital e cidades metropolitanas.

Telefones da Defesa Civil de Pernambuco e da capital

  • Pernambuco – 199 ou (81) 3181-2490
  • Recife – 0800.081.3400

Municípios da Região Metropolitana

  • Jaboatão dos Guararapes – (81) 3461.3443 / (81) 99195.6655
  • Camaragibe – (81) 2129.9564 / (81) 99945.3015 / 153
  • Olinda – (81) 99266.5307 / 0800.081.0060
  • Paulista – (81) 99784.0270 / 3371.7992
  • Abreu e Lima – (81) 97347.2443
  • Moreno – (81) 98299.0974 / (81) 98128.2018
  • Araçoiaba – (81) 3543.8983
  • Cabo de Santo Agostinho – 0800.281.8531
  • Igarassu – (81) 99460.9073
  • Itamaracá – (81) 3181.2490 / 199
  • Ipojuca – (81) 99231.8607 (WhatsApp)
  • Itapissuma – (81) 98844.5216
  • São Lourenço da Mata – (81) 98338.5407
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