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POLíTICA

Raquel Lyra turbina o PSD em Pernambuco 

Augusto César Por Augusto César
Raquel Lyra turbina o PSD em Pernambuco 

Por Edmar Lyra

Há quinze anos, o PSD era criado nacionalmente por Gilberto Kassab e em Pernambuco, coube ao então governador Eduardo Campos indicar o presidente estadual da legenda, que foi André de Paula. A primeira eleição do partido foi em 2012 e com o advento da coligação proporcional, o PSD nunca teve protagonismo majoritário, tanto que em 2022 o partido lançou André de Paula para o Senado e não conseguiu sequer montar chapas proporcionais.

O melhor desempenho da legenda foi em 2018, quando elegeu três deputados estaduais: Rodrigo Novaes, Romário Dias e Joaquim Lira, e reelegeu André de Paula para a Câmara dos Deputados, mas sempre a reboque do PSB em Pernambuco. No ano passado, a governadora Raquel Lyra entrou no partido e começou a mudar essa história.

O partido atingiu a marca de quase 80 prefeitos filiados, e agora deverá fechar a janela partidária como uma potência eleitoral da Alepe e com pelo menos três deputados federais. Na Alepe já são oito deputados filiados, são esperados de um a dois parlamentares até hoje, quando se encerra o prazo de filiação. Na bancada federal a mesma coisa.

Mas o quadro não para por aí, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, o PSD tem postulantes nas mais variadas regiões do estado, e a expectativa do partido é de ampliação das atuais bancadas, podendo chegar a quatro ou cinco deputados federais e pelas contas do partido, a legenda poderá atingir dez deputados estaduais em outubro.

O PSB do ex-prefeito João Campos sempre teve forte capilaridade, devendo encerrar o prazo de filiação com sete deputados estaduais e cinco deputados federais, um número representativo, mas o PSD foi quem realmente cresceu para quem nunca teve protagonismo em Pernambuco, e isso só foi possível graças à articulação da governadora Raquel Lyra, que tentará a reeleição com um partido robusto e representativo na Alepe e na Câmara Federal.

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