Salmo 90
O Salmo 90, atribuído a Moisés, contrasta a eternidade de Deus com a fragilidade e transitoriedade da vida humana. O salmista inicia declarando que o Senhor tem sido o refúgio do seu povo em todas as gerações. Antes da criação dos montes e da formação da terra, Deus já existia: “de eternidade a eternidade, tu és Deus” (v. 2). Em contraste, o homem é reduzido ao pó, cumprindo a sentença pronunciada após a queda (Gn 3.19). A vida humana é comparada a um sono passageiro e à relva que floresce pela manhã e seca ao entardecer. Moisés reconhece que a morte e a brevidade dos dias não são fenômenos naturais isolados, mas consequências do pecado diante da santidade divina. Os pecados, até mesmo os ocultos, estão expostos à luz do rosto de Deus, e por isso os anos passam rapidamente sob o peso da condição pecaminosa da humanidade.
Diante dessa realidade, o salmista não se entrega ao desespero, mas transforma sua reflexão em oração. Ele pede: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (v. 12). A verdadeira sabedoria nasce quando reconhecemos a brevidade da vida e vivemos à luz da eternidade. Moisés clama pela compaixão, pela benignidade e pela alegria que vêm de Deus, pedindo que o Senhor manifeste sua glória aos seus servos e confirme a obra de suas mãos. O salmo termina com uma nota de esperança: embora a vida seja breve, ela pode ser significativa quando vivida sob a graça de Deus e para a sua glória.
Lição de vida: Somente quem reconhece a brevidade dos seus dias e faz de Deus o seu refúgio aprende a viver com sabedoria, propósito e esperança eterna.
Rev. Edson Dantas de Oliveira
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 04 de junho de 2026
Texto para leitura anual: Salmo 88-90

Por Augusto César