Salmo 95
O Salmo 95 inicia com um vibrante convite à adoração. O povo de Deus é chamado a cantar com júbilo, render ações de graças e celebrar o Senhor como o “Rochedo da nossa salvação”. A razão dessa adoração está no caráter e nas obras de Deus. Ele é o Deus supremo, o grande Rei sobre toda a criação. As profundezas da terra, os montes, os mares e os continentes pertencem a Ele, porque tudo foi formado por suas mãos. O salmista também destaca a relação de aliança entre Deus e seu povo: “Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão”. Assim, a verdadeira adoração não nasce apenas do reconhecimento do poder divino, mas também da gratidão por seu cuidado pastoral, sua proteção e sua salvação. O Deus que governa o universo é o mesmo que guia amorosamente o seu rebanho.
A partir do versículo 7, o tom do salmo muda da celebração para a exortação. O Deus que deve ser adorado também deve ser ouvido e obedecido. O exemplo negativo de Israel em Meribá e Massá serve como advertência contra a incredulidade e a dureza de coração. Apesar de terem testemunhado as obras poderosas de Deus durante quarenta anos, muitos permaneceram rebeldes e não conheceram os seus caminhos. Por isso, foram excluídos do descanso prometido. O salmo ensina que a adoração verdadeira envolve não apenas louvor com os lábios, mas submissão sincera à voz de Deus.
Lição de vida: Aqueles que reconhecem a grandeza do Senhor, ouvem a sua Palavra com fé e obedecem ao seu chamado desfrutam da comunhão, da direção e do descanso que somente Deus pode conceder.
Rev. Edson Dantas de Oliveira
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 06 de junho de 2026
Texto para leitura anual: Salmo 94-96

Por Augusto César