“Jogar sem a corda” é mandar alguém para o abismo sem proteção. Não é queda. É abandono.
Eu falo de todo jovem que a sociedade joga no risco e só pergunta “quem é o culpado?” depois que cai.
As 5 cordas básicas que faltam:
- Família: Base. Sem ela, a queda começa cedo.
- Trabalho: Estudo que não vira emprego deixa a pessoa pendurada.
- Segurança: Rua sem lei é ponte sem corrimão.
- Sentido: Sem propósito, vêm depressão e vazio.
- Comunidade: País sem “nós” gera solidão.
Quem devia conferir a corda?
- Estado: Dar lei, escola, saúde e segurança. Só cobrar imposto não basta.
- Instituições: Igreja, escola, imprensa. Precisam avisar antes, não só lamentar depois.
- Adultos: Pais e professores. Educar e dar limite hoje evita queda maior amanhã.
- O próprio jovem: Cada um cuida da própria corda. Mas precisa ensinar a fazer o nó.
Depois da queda, vem só discurso.
“Tragédia”, “luto”, achar um culpado, esquecer em 15 dias. A corda continua frouxa.
Corda não se confere no velório. É trabalho diário de todos nós: educar, cobrar, proteger.
Civilização que dura testa a corda antes. Não depois.
Marcelo Torreão
Garanhuns/PE-Brasil

Por Augusto César