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TRAGéDIAS

A JOVEM ARREMESSADA PARA A MORTE SEM A CORDA”Quem estava conferindo?”

Augusto César Por Augusto César
A JOVEM ARREMESSADA PARA A MORTE SEM A CORDA”Quem estava conferindo?”

“Jogar sem a corda” é mandar alguém para o abismo sem proteção. Não é queda. É abandono.

Eu falo de todo jovem que a sociedade joga no risco e só pergunta “quem é o culpado?” depois que cai.

As 5 cordas básicas que faltam:

  1. Família: Base. Sem ela, a queda começa cedo.
  2. Trabalho: Estudo que não vira emprego deixa a pessoa pendurada.
  3. Segurança: Rua sem lei é ponte sem corrimão.
  4. Sentido: Sem propósito, vêm depressão e vazio.
  5. Comunidade: País sem “nós” gera solidão.

Quem devia conferir a corda?

  1. Estado: Dar lei, escola, saúde e segurança. Só cobrar imposto não basta.
  2. Instituições: Igreja, escola, imprensa. Precisam avisar antes, não só lamentar depois.
  3. Adultos: Pais e professores. Educar e dar limite hoje evita queda maior amanhã.
  4. O próprio jovem: Cada um cuida da própria corda. Mas precisa ensinar a fazer o nó.

Depois da queda, vem só discurso.
“Tragédia”, “luto”, achar um culpado, esquecer em 15 dias. A corda continua frouxa.

Corda não se confere no velório. É trabalho diário de todos nós: educar, cobrar, proteger.

Civilização que dura testa a corda antes. Não depois.

Marcelo Torreão
Garanhuns/PE-Brasil