João Campos e Gilson Machado • Reprodução
A articulação para que o PL lance candidatura própria ao Governo de Pernambuco em 2026 repercutiu entre lideranças da direita. Ao comentar as informações sobre conversas envolvendo dirigentes do PL e o deputado federal Pedro Campos (PSB), o ex-ministro do Turismo Gilson Machado afirmou: “Não participei da conversa. Depende se o nome tem musculatura para realmente agregar os votos da direita ou será apenas um candidato olímpico, um fantoche, para tumultuar e favorecer o PSB”.
A avaliação de Gilson dialoga com a apuração já divulgada pelo bastidor.pe. Segundo relatos obtidos junto a fontes dos dois campos políticos, o interesse do PSB seria estimular a formação de um palanque bolsonarista próprio em Pernambuco. Na prática, a estratégia teria potencial para dividir o eleitorado conservador e reduzir a concentração de votos em torno da governadora Raquel Lyra (PSD), principal adversária de João Campos na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Nesse contexto, a existência de uma candidatura identificada apenas com o campo bolsonarista beneficiaria diretamente o projeto do PSB para 2026. A leitura nos bastidores é que a fragmentação do voto de direita pode favorecer João Campos ao enfraquecer a capacidade de unificação do eleitorado conservador em torno de uma única candidatura competitiva.
O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa, citado nas informações sobre a articulação, negou publicamente qualquer reunião com Pedro Campos e classificou a publicação como falsa. Anderson Ferreira e Pedro Campos não se manifestaram. Dias depois, porém, o PL confirmou que seguirá o caminho da candidatura própria ao Governo de Pernambuco, movimento que manteve o tema no centro do debate político estadual.g

Por Augusto César