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Em 2017, Pernambuco acumulava mais de 1,5 mil obras paralisadas e R$ 6,2 bilhões em contratos; números expõe legado de gestão do PSB

Augusto César Por Augusto César
Em 2017, Pernambuco acumulava mais de 1,5 mil obras paralisadas e R$ 6,2 bilhões em contratos; números expõe legado de gestão do PSB

O governo do Estado e a Prefeitura da Cidade do Recife respondem por 78% das obras paradas identificadas – FOTO: Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem

Uma reportagem publicada pelo G1 em 2017 revelou um cenário preocupante em Pernambuco: 1.547 obras paralisadas em todo o estado, somando impressionantes R$ 6,2 bilhões em contratos. Os dados foram levantados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e apontavam problemas graves de planejamento e execução de obras públicas

Na época, o estado era governado pelo PSB, partido que comandou Pernambuco por vários anos e que também tinha forte influência em diversas administrações municipais. Segundo o levantamento, mais de 60% do valor das obras paralisadas estavam ligadas ao Governo do Estado, enquanto parte significativa também envolvia a Prefeitura do Recife.

Entre os empreendimentos que ficaram sem conclusão estavam projetos considerados estratégicos para a mobilidade e infraestrutura da Região Metropolitana, como a hidrovia do Rio Capibaribe, o Canal do Fragoso, estações de BRT e a Ponte do Monteiro. Obras anunciadas com grande expectativa acabaram se transformando em símbolos de atraso e desperdício de recursos públicos.

O próprio TCE destacou que a falta de planejamento e de projetos adequados estava entre os principais fatores para a paralisação das construções. Dos R$ 6,2 bilhões contratados, cerca de R$ 2 bilhões já haviam sido pagos às empresas responsáveis pelas obras, mesmo sem a conclusão dos serviços.

Os números divulgados em 2017 continuam sendo lembrados por analistas políticos como um retrato dos desafios enfrentados por Pernambuco após anos de sucessivas gestões socialistas. Para muitos observadores, os dados reforçam a necessidade de maior fiscalização, transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.

Quase uma década depois, o tema das obras inacabadas ainda volta ao debate político pernambucano, especialmente diante das comparações entre diferentes modelos de gestão e da cobrança da população por resultados concretos e serviços públicos de qualidade.