Correiosgus – A corrida pelos palanques estratégicos no Agreste Meridional já desenha o tom das alianças para a disputa governamental. Em Garanhuns, um dos principais colégios eleitorais da região, a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição, conseguiu estruturar um palanque consideravelmente mais amplo e pulverizado em comparação ao seu principal adversário político, o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Enquanto a chefe do Executivo estadual contará com o apoio de quatro pré-candidatos à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no município, o socialista centralizará suas forças em um único nome ligado à gestão municipal local.
Para consolidar sua presença em Garanhuns, Raquel Lyra costurou alianças com diferentes correntes políticas da cidade, atraindo lideranças de oposição ao prefeito Sivaldo Albino (PSB). A governadora terá quatro candidaturas proporcionais competitivas em seu palanque:
Magda Alves (PSD): Ex-vereadora com forte apelo popular e votação expressiva no município, representando o próprio partido da governadora.
Thiago Paes (PL): Vereador atuante na bancada de oposição, que traz o voto conservador e a estrutura do Partido Liberal para a base governista.
Gersinho Filho (UB): Ex-vereador e figura tradicional na política local, que agrega o apoio do União Brasil à frente de apoio.
Robson Ouro Preto (PL): Empresário e liderança política em ascensão com bases em mais de 50 municípios.
Essa composição confere à governadora múltiplos canais de diálogo com o eleitorado de Garanhuns, dividindo a busca por votos entre diferentes legendas e perfis de lideranças (PSD, PL e União Brasil).
João Campos aposta em chapa única com os Albino – Por outro lado, o bloco liderado por João Campos (PSB) adotou uma estratégia de centralização na “Cidade das Flores”. O palanque do socialista em Garanhuns estará concentrado exclusivamente em torno da candidatura de Cayo Albino (PSB).
Cayo, que é deputado estadual e filho do prefeito Sivaldo Albino, concentrará todo o espólio político do PSB e da máquina municipal na região. Se por um lado a estratégia garante unidade absoluta e o peso direto da

Por Augusto César