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POLíTICA

Deputados do PP vão ao Palácio cobrar explicações de Raquel

Augusto César Por Augusto César
Deputados do PP vão ao Palácio cobrar explicações de Raquel

Da Redação – Um clima de instabilidade tomou conta da base da governadora Raquel Lyra (PSD) nesta quarta-feira (15). Isso porque deputados e lideranças do PP foram até o Palácio do Campo das Princesas cobrar a gestora, após especulações quanto à definição dos candidatos ao Senado na chapa comandada por ela.

Uma matéria publicada hoje na Folha de Pernambuco apontava que Raquel havia confirmado Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadelha (PSD) como candidatos à Casa Alta. A situação revoltou aliados do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que preside a Federação União Progressista em Pernambuco e foi recentemente escolhido como nome da chapa pela executiva dos dois partidos – PP e União Brasil.

Matéria publicada hoje, pela Folha de Pernambuco

Em reserva, aliados de Da Fonte apontam que os rumores têm partido do lado de Miguel Coelho. Inconformado por não ter força política, ele estaria tumultuando o processo com teses esdrúxulas, como a candidatura avulsa e uma intervenção da executiva nacional – ambas já descartadas.

Na segunda-feira, Raquel teria ouvido do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, que as definições da Federação em Pernambuco passam por Eduardo da Fonte. O dirigente inclusive referendou novamente o nome dele. Já Antônio Rueda, que preside nacionalmente União Brasil e a Federação, não teria feito objeções nem sido um defensor enfático de Miguel.

Há quatro anos, o ex-prefeito de Petrolina foi quinto colocado na disputa para o Governo de Pernambuco. Desde então, não conseguiu formar um grupo político, além dos irmãos, que exercem mandados de deputado federal e estadual. Diferente de Eduardo da Fonte, que contabiliza mais de 30 prefeitos, dez deputados estaduais e três federais na sigla.

Miguel tem a seu favor a questão regional, visto que detém um voto majoritário no Sertão, região que corresponde a cerca de 20% do eleitorado em Pernambuco. Porém, o fato de não deter o controle do partido é o elemento chave para ter suas pretensões rejeitadas. E não se dispor a negociar amplia a imagem de arrogante e prepotente, que é conhecida há muitos anos por comunicadores de Petrolina e agora chega ao estado inteiro.