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CULTURA

Como foi o Fig nesse final de semana: Detonautas, Paralamas, Capital Inicial, Jam, e Fada Carabina no último sábado

Augusto César Por Augusto César
Como foi o Fig nesse final de semana: Detonautas, Paralamas, Capital Inicial, Jam, e Fada Carabina no último sábado

Texto e fotos Andrea Mello – A noite de sábado (18 de julho) no 34º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2026) foi marcada pelo domínio do rock nacional e registrou uma Praça Mestre Dominguinhos completamente lotada.

Fada Carabina é uma banda pernambucana de rock autoral formada em dezembro de 2020 a partir do antigo projeto “Primeiro Andar”. Com sonoridade que mescla elementos do rock alternativo, o grupo lançou recentemente o álbum Sob Péssima Influência, além de sucessos como “O Entusiasta”. Você pode acompanhar os lançamentos da banda e conferir as letras através das seguintes plataformas: Ouça o som autoral no Spotify. Veja os lançamentos, fotos e agenda no perfil oficial do Instagram.

A banda ganhou destaque regional ao se apresentar no palco principal do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Desde então, consolidaram-se como um dos principais nomes da música autoral no interior pernambucano, participando de festivais locais como o FESFAMA e dividindo o palco com grandes nomes da música brasileira. Repertório Seu som traz uma identidade forte e letras que abordam o cotidiano e reflexões modernas. Entre suas músicas mais conhecidas estão: “O Entusiasta” “Paixão no Mundo Moderno” “O Que Ela Falou?” “Péssima Influência” “Caos Linear” Lançamentos Recentes A banda lançou seu tão aguardado álbum de estreia. O processo de criação e os bastidores desse trabalho autoral podem ser conferidos nas plataformas oficiais da banda.

A Jam 212 é uma banda de rock autoral e covers, originária da cidade de Garanhuns (PE). Com forte representatividade na cena musical do Agreste pernambucano, o grupo destaca-se pela sua sonoridade enérgica, letras envolventes e marcantes apresentações ao vivo na “Suíça Pernambucana”. O grupo consolidou sua trajetória ao integrar o line-up de grandes eventos culturais, consolidando-se como uma das bandas independentes mais queridas da região. Entre seus principais marcos na carreira estão: Palco Principal do FIG: Em 2022, a banda fez história ao abrir a principal noite de shows do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) na Praça Mestre Dominguinhos, dividindo a noite com nomes como Anavitória e Nando Reis. Retorno Triunfal: Em 2025, retornaram à noite de abertura do FIG em uma apresentação grandiosa. Noite do Rock no FIG: A banda retornou à Praça Mestre Dominguinhos para a grande “Noite do Rock” do 34º Festival de Inverno de Garanhuns, dividindo o palco com lendas como Os Paralamas do Sucesso, Detonautas e Capital Inicial.

Os Paralamas do Sucesso é uma das maiores bandas do rock brasileiro, formada no Rio de Janeiro em 1982. O trio original e atual é composto por Herbert Vianna (vocal/guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). Conhecidos por misturar rock, reggae e ritmos latinos, eles marcaram gerações desde o início da cena “brasi-rock” dos anos 80. A Origem A história começa em Brasília, onde os amigos de infância Herbert Vianna e Bi Ribeiro se conheceram e começaram a tocar. Mais tarde, mudaram-se para o Rio de Janeiro e, junto com o baterista Vital Dias, formaram a banda em 1982. Pouco depois, Vital deixou o grupo e foi substituído por João Barone. Em 1983, a banda lançou o estrondoso sucesso “Vital e sua Moto”, uma homenagem ao baterista original. Consagração Nacional e Internacional O trio estourou de vez após se apresentar no primeiro Rock in Rio, em 1985, ajudando a consolidar o rock nacional da época. Ao longo das décadas, os Paralamas inovaram ao incorporar metais e ritmos como o ska, reggae e a música latina, além de regravarem faixas consagradas e estabelecerem parcerias importantes com artistas como Renato Russo e Carlinhos Brown. O Acidente e o Retorno No dia 4 de fevereiro de 2001, a banda sofreu um duro golpe: o ultraleve pilotado por Herbert Vianna caiu em Mangaratiba (RJ). O acidente matou a esposa do cantor, Lucy, e deixou Herbert paraplégico e com sequelas na memória. Contrariando prognósticos, o músico se recuperou e, com o apoio incondicional de Bi Ribeiro e João Barone, a banda voltou aos palcos, lançando novos trabalhos e celebrando décadas de história na música brasileira.

O Capital Inicial surgiu em Brasília em 1982, formado por ex-integrantes do Aborto Elétrico—incluindo os irmãos Fê e Flávio Lemos, e Dinho Ouro Preto. O nome da banda veio da falta de dinheiro para começar a carreira profissional, já que tocavam apenas em festas de brincadeira. O Capital Inicial tem uma ligação profunda com o início do rock em Brasília e consolidou-se como um dos maiores nomes do cenário nacional. A história da banda é marcada por três fases principais: O Surgimento e Anos 80: A banda nasceu do fim do Aborto Elétrico (que também deu origem à Legião Urbana). Em 1986, lançaram o primeiro disco homônimo, emplacando sucessos como Música Urbana e Veraneio Vascaína. Decadência (Anos 90): Com a mudança nas tendências musicais e algumas saídas na formação, o grupo perdeu espaço na mídia e no público. A Volta por Cima: Em 2000, o lançamento do álbum Acústico MTV mudou o destino do grupo, levando o Capital Inicial de volta ao topo das paradas e conquistando uma nova geração com hits como Primeiros Erros e Natasha.

Os principais destaques da programação nos grandes palcos incluíram:

  • Palco Mestre Dominguinhos: Reuniu lendas do rock brasileiro em uma sequência pesada com apresentações de Os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Detonautas, além das apresentações locais de Fada Carabina e Jam 212. O show dos Paralamas foi considerado emocionante, com a multidão cantando em coro o clássico “Lanterna dos Afogados”. O Capital Inicial também incendiou o público após 11 anos sem tocar no festival.
  • Palco Pop Zé da Macuca: Ficou por conta da MPB e da poesia com as apresentações de Cordel do Fogo Encantado, Lula Queiroga, Revoredo e Os Valvulados, entregando uma noite alternativa muito elogiada pela energia do público.