Nesta quinta-feira (9/4), o preço do boi gordo permaneceu em R$ 370/@, no prazo, em São Paulo, informa a Agrifatto, que acompanha diariamente 17 praças pecuárias do País.
Nas 16 outras regiões monitoradas, as cotações também ficaram estáveis, perfazendo uma média de R$ 343,90/@, acrescenta a Agrifatto.
Pelos dados da Scot Consultoria, que métodos diferentes da Agrifatto de apuração dos preços do mercado pecuário, o boi gordo paulista sem padrão-exportação subiu R$ 3/@ nesta quinta-feira, agora negociado em R$ 365/@,enquanto o “boi-China” registrou valorização diária de R$ 2/@, apregoado em R$ 367/@ (valores brutos, no prazo).
“Já há negócios pontuais a R$ 370/@, mas ainda não o suficiente para se tornar referência”, relata a Scot.
Na avaliação da equipe de analistas da Agrifatto, o atual movimento de alta os preços da arroba “é um dos mais consistentes dos últimos anos”, e segue sustentado “pela escassez de animais terminados, em desequilíbrio com a demanda aquecida nos mercados interno e externo”.
Segundo a consultoria, o volume negociado tem sido insuficiente para alongar as escalas de abate das indústrias brasileiras, que seguem, na média nacional, em 5 dias.
“Isso tem levado os frigoríficos a ajustarem suas operações, com redução no ritmo dos abates e, em alguns casos, adoção temporária de férias coletivas”, observa a Agrifatto.
Analistas da Scot reforçam que a pouca oferta de boiadas gordas e o avanço da demanda têm sustentado a tendência de alta da arroba.
“Os frigoríficos, sobretudo os menores, não conseguem preencher adequadamente as suas escalas e, por isso, oferecem mais pela arroba”, relata a Scot.
Quedas no mercado futuro
No mercado futuro, os contratos do boi gordo registraram forte queda na sessão de quarta-feira (9/4) da B3. O principal destaque ficou para o papel com vencimento em maio/26, que fechou o pregão cotado a R$ 357,10/@, o que representou um recuo diário de 2,04%.

Por Augusto César