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MESMO EXPLORANDO A IMAGEM DO PAI, JOÃO NÃO CRESCE, VÊ RAQUEL BATER QUASE 70%DE APROVAÇÃO E COM CHANCE DE VITÓRIA NO 1º TURNO

Augusto César Por Augusto César
MESMO EXPLORANDO A IMAGEM DO PAI, JOÃO NÃO CRESCE, VÊ RAQUEL BATER QUASE 70%DE APROVAÇÃO E COM CHANCE DE VITÓRIA NO 1º TURNO

João Campos, do PSB, é o herdeiro político da família mais poderosa da história pernambucana. Filho do ex-governador Eduardo Campos, morto num acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014, e bisneto de Miguel Arraes, ex-governador e um dos maiores líderes da esquerda nordestina, o ex-prefeito do Recife carrega um sobrenome que funciona como ativo eleitoral em Pernambuco há décadas.

O capital político acumulado não está, desta vez, se convertendo em crescimento nas pesquisas. Enquanto a campanha de Campos aposta no peso histórico da família e no apoio declarado do presidente Lula, a governadora Raquel Lyra avança em todos os institutos e já acumula aprovação de gestão próxima a 70%.

A Quaest/Genial, divulgada nesta terça-feira (28) com 900 entrevistas entre 22 e 26 de julho, aponta Lyra com 43% e Campos com 37% no primeiro turno, diferença de 6 pontos no limite da margem de erro de 3 pontos. No segundo turno simulado, Lyra vai a 45% e Campos a 39%, revertendo completamente o quadro de abril, quando o ex-prefeito liderava com 46% a 38%.

O Instituto Múltipla, em pesquisa realizada entre 24 e 26 de julho com 900 eleitores, aponta Lyra com 44% e Campos com 40%. Calculados os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Lyra chega a 51,8%, percentual que, se confirmado nas urnas, lhe garantiria vitória já no primeiro turno.

O Simplex, em levantamento de 15 a 20 de julho, havia calculado 56,3% de votos válidos para Lyra. Em três institutos distintos, com metodologias e períodos diferentes, o cravado é o mesmo/ Lyra à frente e com chance real de encerrar a disputa no primeiro turno.

A base da liderança de Lyra é a avaliação de gestão. A Quaest registrou 68% de aprovação do governo estadual e 57% dos eleitores respondendo que a governadora merece mais um mandato, contra 38% que disseram que não. São números que candidatos incumbentes raramente alcançam na reta final de um mandato.