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EDMAR LYRA – O fim de semana marcará, oficialmente, o início da disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026. Neste sábado, no Clube Internacional, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), será homologado candidato ao Palácio do Campo das Princesas pela Frente Popular de Pernambuco, consolidando uma chapa que reúne Carlos Costa, como candidato a vice-governador, além do senador Humberto Costa (PT) e da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) como candidatos ao Senado. O ato simboliza a união das principais forças de oposição à governadora Raquel Lyra e servirá para demonstrar a capacidade de mobilização do bloco liderado pelo PSB. Também neste sábado ocorrerão as convenções do União Brasil e do PP para homologação das candidaturas proporcionais, mas as atenções já se voltam para a convenção da federação União Progressista, marcada para a próxima quarta-feira (5), quando será definida a indicação para a segunda vaga ao Senado, um dos principais pontos de tensão da montagem das chapas majoritárias em Pernambuco.
O sábado ainda reservará outro movimento relevante para o cenário político estadual. A federação formada por PRD e Solidariedade realizará sua convenção para oficializar o apoio à candidatura de João Campos, consolidando uma mudança significativa de posicionamento. Até poucas semanas atrás, as duas legendas haviam anunciado que caminhariam ao lado da governadora Raquel Lyra em seu projeto de reeleição. A mudança reforça o ambiente de intensa movimentação partidária que caracteriza o período das convenções e demonstra que, mesmo às vésperas da oficialização das candidaturas, ainda há espaço para rearranjos políticos. Em uma eleição que promete ser equilibrada, cada legenda passa a exercer peso estratégico não apenas pelo tempo de propaganda eleitoral e pela estrutura partidária, mas também pelo simbolismo de ampliar ou reduzir a percepção de força de cada projeto político.
No domingo será a vez da governadora Raquel Lyra realizar a convenção do PSD, no Parador, quando oficializará sua candidatura à reeleição. A chapa terá novamente Priscila Krause como candidata a vice-governadora e contará, até o momento, com o deputado federal Túlio Gadelha como candidato ao Senado. A segunda vaga, porém, permanecerá em aberto para contemplar a futura indicação da federação União Progressista, cuja definição deverá ocorrer dias depois. Nos bastidores, embora Eduardo da Fonte permaneça como alternativa natural por representar uma das principais lideranças da federação, o nome que reúne a preferência pessoal da governadora é o do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. A escolha será determinante para medir o grau de unidade da base governista e poderá influenciar diretamente o equilíbrio político da campanha que se inicia.
Se as convenções representam o momento de oficialização das candidaturas, elas também escancaram que a eleição está longe de ter todas as suas peças definidas. Um dos principais focos de incerteza envolve justamente a federação PSDB/Cidadania. Embora a legenda tenha homologado, em convenção realizada ontem, apoio à candidatura de Raquel Lyra, mudanças de comando em curso podem alterar completamente esse cenário. Nos bastidores, cresce a possibilidade de a federação migrar para o palanque de João Campos, o que provocaria novo redesenho das alianças às portas da campanha. Assim, o calendário das convenções não apenas confirma os protagonistas da disputa pelo Governo de Pernambuco, mas também evidencia que as negociações políticas seguem abertas e que o xadrez eleitoral ainda poderá registrar movimentos capazes de alterar o equilíbrio de forças entre situação e oposição nas próximas semanas.

Por Augusto César