TEREZINHA NUNES – O desfecho da escolha da chapa para o Senado no palanque da governadora Raquel Lyra, produziu algo que não se via em Pernambuco: o lançamento de cinco fortes candidatos ao Senado, quatro – como era previsível – nos palanques dos candidatos a governador João Campos e Raquel e um avulso, o deputado federal Mendonça Filho, filiado ao PL. Como seu partido não tem candidato a governador, ele vai disputar avulso, nomenclatura criada para identificar candidatos à Câmara Alta que não contam com uma cabeça de chapa.
Sem a possível candidatura de Mendonça, que ia disputar mandato de deputado federal, já se tinha como certo que, além da possibilidade da governadora Raquel Lyra eleger seus dois senadores em função de estar bem avaliada e da eleição para o Senado ter muito a ver com o governador, nos meios políticos e entre cientistas dedicados ao assunto crescia a convicção de que, em função da popularidade do presidente Lula era provável que o senador Humberto Costa se reelegesse acompanhado de um nome de centro-direita que seria Eduardo da Fonte.
Apesar das dificuldades que enfrenta um candidato ao Senado descolado de um postulante ao Governo do Estado, agora a centro-direita passa a ter mais um representante, o que pode prejudicar Eduardo da Fonte. Ontem um deputado estadual entendido do assunto, disse a este blog, pedindo off, que “também pode acontecer de Mendonça e Dudu da Fonte ao dividirem a preferência na direita acabarem beneficiando a candidata Marília Arraes. Antes disso era certo que a direita elegeria um senador, agora não é mais”.
Nos corredores da Alepe já se apostava que, após a convenção de Raquel, o seu candidato ao Senado na centro-direita, fosse Miguel Coelho ou Eduardo da Fonte, assumiria o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto atrás de Marília Arraes. Embora a eleição do Senado só costume ficar mais clara em pesquisas nos últimos dias da campanha, a dança de cadeiras antes disso pode animar mas também desanimar alguns pretendentes que em outras circunstâncias estariam mais confiantes. Agora é pagar pra ver.
Com cinco fortes candidatos, um deles avulso, eleição para o Senado embola de vez

Por Augusto César