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POLíTICA

Marília perde apoios em 18 municípios após rompimento com Álvaro Porto  foi avalizado por João Campos

Augusto César Por Augusto César
Marília perde apoios em 18 municípios após rompimento com Álvaro Porto  foi avalizado por João Campos

Da Redação – Um dia após o anúncio do rompimento com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), a candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), já começa a sentir o efeito. Lideranças de pelo menos 17 municípios, incluindo cinco prefeitos, declararam que também não irão apoiá-la. E o “motim” tende a crescer nos próximos dias.

Nessa primeira leva, estão os prefeitos Josafá Almeida (São Caetano), Sandra Paes (Canhotinho), Duda Lira (Cupira), Erivaldo Chagas (Lajedo) e César Freitas (Sanharó), que anunciaram rompimento com Marília. Completam a lista lideranças de cidades como Olinda, Caruaru, Paulista, Água Preta, Sertânia, Catende, Palmares, Quipapá, Capoeiras, Exu, Lagoa de Itaenga, Lagoa dos Gatos e Panelas.

O grupo segue a orientação de Álvaro e seu filho Gabriel Porto (PSB), candidato a deputado federal, que em nota conjunta anunciaram o rompimento com Marília. A dupla acusa a candidata ao Senado de não cumprir compromissos políticos assumidos anteriormente. O estopim foi a confirmação de Abel Neto (PSB) como primeiro suplente, posição que teria sido combinada anteriormente que seria indicação de Álvaro Porto. Abel é ligado ao prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB).

Apesar do rompimento com Marília, o grupo liderado por Álvaro Porto frisa que segue apoiando o primo dela, João Campos (PSB), candidato a governador de Pernambuco.

O rompimento do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), com a candidata ao Senado pela Frente Popular, Marília Arraes (PDT), teve as digitais do ex-prefeito e candidato a governador João Campos (PSB). O socialista, presidente nacional da sigla, avalizou a iniciativa de Porto para enfraquecer a pedetista, sua prima e ex-rival.

A iniciativa explicita algo que todas as rodas de política pernambucana já sabem: João não quer a eleição de Marília. E vice-versa. Está no DNA de ambos.

João sabe que se a prima for vitoriosa, vai querer disputar a Prefeitura do Recife em 2028 contra seu aliado, Victor Marques (PCdoB), e até o Governo de Pernambuco em 2030. E se ele perder, o cenário piora, pois ela iria querer assumir o controle das oposições e tirar seu protagonismo. Ou seja, feriria suas ambições e seu ego, ambos incontroláveis.

Para Marília, a oportunidade é única de se alçar a liderança caso o primo perca. Uma vitória de João para governador travaria suas ambições e seu ego, ambos igualmente incalculáveis.

O rompimento de Álvaro Porto e as acusações de que Marília não honraria compromissos foram minuciosamente colocados como parte dessa estratégia. Possivelmente novos planos de destruição estão sendo construídos. Como diz o velho ditado, “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Só nos resta esperar, pois essa disputa de espaço não traz nenhuma migalha ao povo.