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RELIGIãO

Quando Deus fala e o povo não obedece

Augusto César Por Augusto César
Quando Deus fala e o povo não obedece


Jeremias 35.16-17

A fidelidade dos filhos de Jonadabe é apresentada por Deus como um forte contraste com a desobediência de Judá. Os recabitas haviam obedecido às orientações recebidas de seu antepassado e permaneceram fiéis a elas durante gerações. Entretanto, Israel, que possuía um privilégio incomparavelmente maior, recusava-se a obedecer à própria voz de Deus. O contraste revela a gravidade do pecado: aqueles homens obedeceram à palavra de um pai terreno, enquanto o povo da aliança desprezou a Palavra do seu Deus. Quanto maior o privilégio de conhecer a vontade de Deus, maior é a responsabilidade de obedecê-la.
O juízo anunciado no versículo 17 não resulta da falta de oportunidade para arrependimento. Deus declara: “lhes tenho falado, e não me obedeceram, clamei a eles, e não responderam” (v.17). Antes de executar o juízo, o Senhor falou, chamou e advertiu repetidamente seu povo. A disciplina divina veio depois de uma resistência persistente à Palavra. O problema de Judá não era desconhecer o que Deus queria, mas conhecer a vontade de Deus e deliberadamente não responder a ela. Assim, o texto nos lembra que ouvir repetidamente a Palavra sem obedecê-la pode endurecer o coração em vez de transformá-lo.
Lição de vida: Não basta ouvir a voz de Deus; é necessário responder a ela com obediência. Cada vez que a Palavra nos confronta, corrige ou chama ao arrependimento, somos responsáveis pela maneira como reagimos. O grande perigo espiritual não é somente desconhecer a vontade de Deus, mas conhecê-la, ouvi-la repetidamente e continuar vivendo como se Deus não tivesse falado.

4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 18 de agosto de 2026

Texto para leitura anual: Jeremias 34-36