NILDO CHAGAS – Em um cenário cada vez mais desafiador, as empresas brasileiras lutam para continuar sobrevivendo.
Não são apenas os pequenos negócios que sofrem, mas também os grandes têm enfrentado dificuldades para manter suas operações.
Nos últimos meses, virou quase uma rotina semanal lermos a respeito de grandes empresas, com marcas consolidadas no mercado, lançando mão de mecanismos como a recuperação judicial (RJ) ou a recuperação extrajudicial (RE) para reestruturar seus negócios.
De forma bem simplista, uma RJ é mais burocrática, demorada e cara, pois envolve todas as dívidas, inclusive as fiscais e as trabalhistas.
Numa RJ, as dívidas são negociadas com os credores do início ao fim sob a supervisão de um juiz, que também nomeia um administrador judicial para fiscalizar a empresa.
Já numa RE, os acordos com os credores são feitos de forma privada e fora dos tribunais, contemplando normalmente dívidas financeiras.
JUSTIÇA – É, portanto, um artifício mais barato e rápido, cujos acordos vão para a Justiça apenas para homologação.
Logo no início do ano, mais precisamente em março, houve a notícia sobre a Raízen, responsável pela operação dos postos Shell e maior produtora de açúcar do mundo, que protocolou na Justiça a maior RE da história do Brasil, com uma dívida de R$ 65,1 bilhões.
Na sequência, em maio, o Grupo Pão de Açúcar entrou com uma RE de R$ 4,5 bilhões, além da Estrela (fabricante de brinquedos) e da Tok&Stok, que deram entrada em suas recuperações judiciais.
Agora em agosto, foram registradas três grandes recuperações judiciais: a primeira foi a das Casas Bahia, com R$ 17,3 bilhões de dívida; seguida pela do Grupo Genius (Habib’s/Ragazzo), com R$ 265,2 milhões; e pela das Lojas Marabraz, com R$ 140 milhões.
Na madrugada da última segunda-feira (24), a Braskem protocolou um pedido de RE na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo para reestruturar US$ 10,9 bilhões (aproximadamente R$ 56 bilhões) em obrigações financeiras.
De acordo com a Consultoria RGF-BIZDOC. . . .
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Por Augusto César