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TRAGéDIAS

Comissionado da Prefeitura do Recife acusa grupo de Raquel de orquestrar e diz que choro da Governadora não é sincero

Augusto César Por Augusto César
Comissionado da Prefeitura do Recife acusa grupo de Raquel de orquestrar e diz que choro da Governadora não é sincero

O comentário no blog do @blogdomagno de Gabriel de Souza Lima Calumby precisa ser analisado além das palavras. Seu autor ocupa cargo comissionado na Prefeitura do Recife, foi nomeado em maio de 2025 como assessor técnico de Gerenciamento de Processos e recebe R$ 4.257,05 mensais dos cofres públicos.

Gabriel é marido de Isabela Salgado, gerente-geral de Gestão e Projetos Especiais da Secretaria de Cultura do Recife.

Ao comentar os cartazes apócrifos que associaram Raquel Lyra a Elize Matsunaga e Flordelis, Gabriel escreveu: “Essa prática é típica desse povinho que tá no palanque dela”.

A palavra “povinho” revela desprezo e transforma todos os apoiadores da governadora em suspeitos. Em seguida, afirma: “Isso é orquestrado, atuação do pessoal que faz o gabinete do ódio dela”.

Sem apresentar imagem, documento ou testemunha, Gabriel trata como fato a acusação de que o próprio grupo de Raquel teria produzido o ataque contra ela. É uma denúncia grave feita sem provas.

Depois, assume a defesa de João Campos: “Quem conhece João e equipe sabe que isso não é e nunca vai ser atitude dele”. A frase indica proximidade e confiança no grupo político do candidato.

O trecho mais cruel aparece quando ele diz: “Esse choro que tão mostrando por aí não é sincero não, viu? Eu não acredito”. A declaração desdenha da reação provocada por um cartaz que explora a morte de Fernando Lucena, marido de Raquel e pai de seus dois filhos, justamente no dia do primeiro turno de 2022.

Não se trata apenas da dor de uma viúva. Trata-se da dor de uma mãe e de duas crianças que perderam o pai. Uma tragédia familiar transformada em munição política por quem tenta medir, julgar e até desacreditar o sofrimento dos outros.

Gabriel ainda pede que sejam divulgadas as filmagens de quem colou o material. A cobrança seria legítima, não fosse uma contradição evidente: ele não esperou pelas imagens antes de apontar culpados.

No final, escreve: “É João Campos 40”. A assinatura eleitoral deixa claro que não se tratava apenas de um pedido por investigação, mas de uma manifestação de campanha.

E a prefeitura do Recife vai se pronunciar ?