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EDUCAçãO

Setembro Amarelo: PREVENÇÃO AO SUICIDIO

Augusto César Por Augusto César
Setembro Amarelo: PREVENÇÃO AO SUICIDIO

O Setembro Amareloé a maior campanha nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, organizada anualmente pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O foco central da iniciativa é a valorização da vida, o combate ao estigma social e a disseminação de informações sobre saúde mental.

O lema oficial da campanha reforça o acolhimento: “Se precisar, peça ajuda!”

Como buscar ou oferecer ajuda imediata?

Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, não mude de assunto e não enfrente isso sozinho. Existem canais de atendimento gratuitos, sigilosos e disponíveis 24 horas por dia:

  • CVV (Centro de Valorização da Vida): Ligue para o número 188 de qualquer telefone fixo ou celular. O atendimento também é realizado via chat ou e-mail diretamente no site oficial do CVV.
  • Emergências: Em casos de risco imediato ou crises graves, ligue para o SAMU (192) ou dirija-se à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Pronto-Socorro mais próximo.
  • Rede Pública: Procure uma Unidade Básica de Saúde (Posto de Saúde) ou os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da sua região para acompanhamento profissional.

Sinais de Alerta: O que observar?

A maioria dos casos pode ser prevenida se os sinais de sofrimento forem identificados a tempo. Fique atento a mudanças bruscas de comportamento em amigos, familiares ou colegas de trabalho:

  • Isolamento social: Afastar-se abruptamente de amigos, familiares e atividades que antes geravam prazer.
  • Expressões verbais de desesperança: Frases recorrentes como “eu preferia estar morto”, “quero desaparecer”, “não aguento mais” ou “vocês ficariam melhor sem mim”.
  • Mudanças marcantes: Alterações drásticas no padrão de sono, apetite exagerado ou falta dele, e descuido repentino com a aparência e higiene pessoal.
  • Desempenho prejudicado: Queda acentuada e sem motivo aparente no rendimento escolar ou no ambiente de trabalho.
  • Despedidas ou doações: Comportamentos como “fechar pontas soltas”, doar pertences valiosos sem justificativa ou redigir mensagens em tom de despedida.

Como ajudar alguém em sofrimento?

O acolhimento correto pode abrir portas para que a pessoa aceite o suporte profissional de que precisa:

  1. Escute sem julgar: Ofereça uma escuta ativa, empática e livre de críticas, preconceitos ou conselhos simplistas (evite frases como “isso é falta de Deus” ou “você tem uma vida tão boa”).
  2. Valide a dor: Não minimize o sofrimento do outro. O que parece pequeno para você pode ser avassalador para quem está sentindo.
  3. Incentive a ajuda profissional: Acompanhe a pessoa ou ajude-a a agendar consultas com psicólogos ou psiquiatras. Transtornos mentais tratados adequadamente reduzem drasticamente os fatores de risco.
  4. Não guarde segredo: Se houver risco iminente, não prometa manter a situação em segredo. Acione familiares, pessoas de confiança ou os serviços de emergência.

Falar sobre o assunto com responsabilidade salva vidas. Se notar algo diferente em alguém ao seu redor, estenda a mão.