Em live com apoiadores, presidente falou sobre as investigações do INSS, voltou a mencionar o caso Master e direcionou críticas a Flávio Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na noite desse domingo (13) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deverá responder caso seja comprovado envolvimento dele nas investigações sobre descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS.
“Se meu filho estiver metido, ele vai pagar um preço muito alto. Mas quem tem escritório junto com o ‘Careca’ é o Flávio Bolsonaro. Não é o meu filho”, declarou Lula durante a transmissão.
A fala fez referência a uma reportagem do ICL Notícias segundo a qual a Bravo Grafeno, empresa ligada a Flávio Bolsonaro (PL), está registrada na sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal. O mesmo endereço aparece no cadastro de pelo menos 16 empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A apuração também apontou serviços de contabilidade em comum.
A reportagem do ICL registrou ainda que um representante da empresa de contabilidade afirmou que no local funcionava um coworking e negou que a sala pertencesse à contabilidade. Flávio já negou envolvimento nas fraudes investigadas no INSS.
Durante a live, Lula também retomou o caso Banco Master e repetiu a comparação segundo a qual o banco recebeu autorização para funcionar durante o governo Jair Bolsonaro, enquanto Daniel Vorcaro acabou preso durante sua gestão.
O presidente ainda fez ataques políticos a Flávio Bolsonaro ao mencionar as investigações relacionadas ao INSS. As declarações ocorreram no encerramento de um domingo de mobilizações organizadas pelo PT em apoio à candidatura de Lula à reeleição.
A transmissão também teve espaço para temas econômicos e de campanha, com Lula abordando inflação, poder de compra e críticas às plataformas de apostas esportivas.
Fonte: O Globo
Imagem: Frame\Reprodução

Por Augusto César