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CULTURA

EM ÉPOCAS ELEITORAIS

Augusto César Por Augusto César
EM ÉPOCAS ELEITORAIS

Por Humberto Pinho da Silva

Estando em janeiro de 2012, em Florianópolis, cidade turística do Sul do Brasil, resolvi visitar a Catedral. Após almoçar suculenta refeição, no mercado, e saboreado o cafezinho, em estabelecimento que lembrava velhos Cafés londrinos, dirigi-me para a catedral. No adro, fui abordado por duas graciosas meninas, muito sorridentes, a oferecer um jornalzinho. Penhorado, agradeci a gentileza

No interior, reparei que os bancos estavam pesados de jornais,

Ao retirar, vi alguns fiéis, sobraçando o periódico, caminhando para o jardim fronteiro.

Tratava-se de publicação, não de Igreja Evangélica, mas de seita. O conteúdo – além de atividades da Igreja, estava recheado de “milagres” assombrosos.

Já na Europa, em Portugal, ao entrar numa capela católica, deparei à entrada, numa mesa, jornais de Congregação dissidente da Igreja Ortodoxa.

No interior, nos altares – para distribuição, – permaneciam abundantes estampas (santinhos), convidando os crentes a visitarem a capela, dos “rebeldes” Ortodoxos.

Admiro-me que não haja sacristão ou responsável, que não veja esses atrevimentos

Em épocas eleitorais, é costume as Igrejas, divulgarem comunicados, esclarecendo não terem candidato; mas, os fiéis devem votar, segundo a consciência.

Como pode, o crente ter consciência, como discípulo de Jesus, se alguns, mal conhecem o Evangelho? Refiro-me, principalmente, a católicos.

Outros leem o Evangelho – se O lerem – como quem lê um romance ou utilizam o Novo Testamento, para aprenderem, mais facilmente línguas.

Mal sabem a doutrina de Jesus; não conhecem a Moral Cristã, e alguns não distinguem – o que é pecado ou não!

Certa ocasião, conversando com jovem católica, licenciada, disse-me, seriamente:

– Eu tenho cá a minha fé. Não preciso que o padre me diga o que devo fazer; e não necessito da Bíblia. Acredito num Deus Cósmico, e não nos homens!

Julgo que não é preciso escrever mais nada.