Impossível permanecer calada diante dos últimos acontecimentos, que em desdobramentos vários vão mostrando o tamanho do buraco em que estamos todos enfiados.
A cada minuto que passa, vamos compreendendo melhor a origem do conflito gerado entre Trump e o Papa Leão XIV, e onde o sempre oportunista Lula entra nessa história.
Ah, ele não poderia deixar passar essa oportunidade passar incólume, sem a sua costumeira e oportunística participação.
Já sabemos agora que a origem da ira santa de Trump em relação ao Papa deveu-se ao encontro que esse último teve na última semana no Vaticano com David Axelrod, o estrategista da campanha presidencial de Barak Obama, e influente operador do Partido Democrata.
Tanto o Papa Leão quanto Obama têm ligações afetivas com a cidade de Chicago, terra natal do Papa e local onde Obama viveu por mais de 20 anos e construiu sua carreira política.
Foi na sequência desse encontro que o Papa emitiu fortes opiniões políticas a respeito de Trump em sua ofensiva contra o Irã e teve como contraponto a nota irada por parte do Presidente dos EUA.
Infelizmente, a partir desses acontecimentos a figura de Leão XIV será colocada em teste por todos os católicos de linha conservadora, que dele esperavam atitudes que não estão se confirmando.
Além da mensagem contra o conflito no Irã, o Papa autorizou, a partir de Outubro de 2025, a abertura de uma sala de orações voltada para muçulmanos dentro da Biblioteca Apostólica Vaticana, atendendo à pesquisadores muçulmanos que frequentam o local.
No momento, está em viagem à Africa, mais precisamente na Árgelia, onde visitou uma mesquita, retirou os sapatos, orou em silêncio e conjuntamente com o diretor da Mesquita e, ao final, emitiu a seguinte frase:
- “Deveríamos, talvez, ter um pouco menos de medo do Islã”.
Seria ele um grande ingênuo, despreparado para as questões da vida prática?
Tudo isso acontecendo exatamente no momento em que decisões importantes para o destino humano estão sendo travadas no Oriente Médio.
Peitou Trump e Netaniahy, que têm uma visão mais prática a respeito da agressiva natureza humana.
Bem, mas por que digo tudo isso?
Pensam que terminou?
Não, senhores, há mais.
Hoje, surge na cena, Luis Inácio, em pomposo discurso direcionado à CNBB – Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros – onde faz loas à entidade, coloca-se como fervoroso defensor do Papa e da História da CNBB em defesa da ditadura militar – ah, o buraco fundo dessa ditadura onde tudo cabe, ainda que no momento a mesma Confederação tenha escolhido fechar os olhos, praticar a omissão completa diante dos horrores praticados pelo Estado em relação à pessoas simples, inocentes e em sua imensa maioria, cristãs, que permanecem até agora sem ter recebido uma única menção por parte dessa instituição que parece não servir a Cristo, mas a interesses ideológicos.
O oportunismo político de Lula foi ratificado pela CNBB, que publicou o discurso de Luís Inácio na íntegra, mostrando que dá sustentação ao palanque eleitoral do ora candidato, que de maneira oportunista tenta obter votos dos católicos a qualquer custo, ainda que defenda o aborto e outras pautas totalmente divergentes do mundo cristão.
Portanto, a hora é sim, de orar e vigiar, de olhos bem abertos para tudo o que acontece, porque há muitos ingênuos de um lado, e muitas raposas velhas de outro, de olho em sua alma e em seu voto.
Aprumem-se e não se deixem enrolar por boas intenções pastorais – de boas intenções o inferno está cheio – muito menos por meliantes de lábia fácil – chegou o momento do grande e inesquecível pontapé no seu lombo.
Prossigamos

Por Augusto César