Claro que não é este o momento de apenas se envolver em abstrações, com reeleição, etc. Não deve ser este o papel dos nossos governantes, mormente, por parte do Governo Federal. Os rogos da sociedade precisam ser ouvidos, pois se está às bordas de um precipício sem tamanho, tal tem se convertido o flagelo social que atinge o País, problema este que incomoda semelhantemente ao barulho de insetos e animais outros, numa selva como a da Amazônia. Parece até que, de repente, também escancararam uma imensa jaula onde só havia bestas-feras.
Indiscutivelmente, um momento muito delicado, diante do qual não se pode fazer ouvidos de mercador ou vista grossa, simplesmente por falta de vontade política, indiferença, incorreta postura ou por causa de debilidade diante do óbvio, do flagrante, sobretudo tendo como interagir.
O cidadão de bem, honesto e trabalhador, que viu ou que conhece a Pátria com seus movimentos revolucionários do século XX, ou anteriores, levantes aqui e alhures, por todas as partes; os patrícios de um passado já bem longínquo, que assistiram ao grito de D. Pedro I, seu corajoso brado de Independência, também participações como a de José Bonifácio de Andrada e Silva e de outros grandes homens que amaram este chão, como, então, correlacionar tais compatriotas, esses grandes líderes do passado, neste “País Continente”, com uma geração tão desdourada, sem patriotismo, e sem outras qualidades imprescindíveis a qualquer território que se diz cheio de tradições, interesses e aspirações comuns e, sobretudo, subordinado a um poder central que deve ter a responsabilidade de manter a unidade dos seus governados, com leis próprias…
Que legislação mais bárbara! Horrorosa! Executada barbaramente! Que falta de liderança e de atitude! Quanta violência! Que desgoverno! Tamanha inversão de valores! Pois, em assim sendo, e se estabelecendo, não estaria na hora de contemplar de vez esse cangaço que aí está e mandar os cidadãos de bem para uma ilha perdida, expulsos para uma vida em degredo com as sentenças e as maldições daqueles? Será esta então a estratégia para “purificar” a Terra de Santa Cruz ou Ilha de Vera Cruz? Pois, é só o que está faltando?! O justo pagar pelo pecador, exorcismo do íntegro, mal comparado com o bode emissário nas festas de Israel, expulso para o deserto. Santo Deus de Misericórdia! Puxa! Senhores governantes, ainda existe gente que ama este País e que aguarda atitude firme e efetiva contra esses desmandos.

Por Augusto César