Uma cena simples, mas profundamente impactante, chamou atenção nesta semana na Praça do Banco do Brasil. Um homem sentado, sozinho, manuseando o celular, com o olhar distante e a postura serena de quem carrega histórias, vitórias e cicatrizes invisíveis.
O homem em questão é o Dr. Joacy Nunes Dourado, engenheiro formado em uma das mais respeitadas faculdades do estado da Bahia, figura conhecida e lembrada por sua trajetória política marcante na microrregião de Irecê.
Dr. Joacy já foi prefeito de uma das maiores cidades da região, deixando o cargo com números expressivos: mais de 80% de aceitação popular, além de ter sua gestão registrada sem rejeição de contas públicas. Também atuou como Deputado Estadual, consolidando seu nome entre os políticos de destaque de sua época.
Durante sua passagem pelo poder, muitos foram beneficiados direta ou indiretamente. Pessoas que hoje ocupam cargos, circulam em ambientes políticos e permanecem próximas do poder, em meio a seguranças, assessores e alianças construídas conforme o vento das conveniências.
No entanto, a imagem vista na praça foi o retrato do contraste: um homem que já esteve cercado de aplausos, alianças e multidões, agora sentado sozinho, em silêncio, sem a presença de antigos companheiros ao lado.
A cena comove não apenas pela solidão aparente, mas pela mensagem que carrega: o poder passa, os cargos mudam, e a política — muitas vezes — não oferece gratidão, apenas interesses temporários.
O episódio serve como reflexão para a sociedade e para aqueles que fazem da política um caminho: quem hoje é exaltado pode amanhã ser ignorado. E quem já teve multidões ao redor pode, em algum momento, ter apenas a própria companhia.
A política partidária, de fato, pode ser cruel. E o silêncio de uma praça, às vezes, fala mais alto do que qualquer palanque.
REPORTAGEM:
✍️ Esequias Dourado
🪪 DRT-BA 814

Por Augusto César