CPI DO FURA-FILA É BARRADA PELO PEB NA CÂMARA DOS VEREADORES, MORADORES DE RECIFE VÃO AS RUAS BUZINAR CONTRA EX-PREFEITO JOÃO CAMPOS, E VEREADOR EDUARDO MOURA DENUCIA MANOBRA CONTRA PROJETO PARA CRIANÇA COM TEA NO RECIFE
A CPI do concurso público conseguiu as assinaturas e vai investigar a nomeação publicada em edição extra na véspera de Natal. Um candidato saiu da 63ª posição e foi nomeado como PCD, gerando fortes questionamentos. Há relatos de exames feitos antes da publicação e pareceres contrários ignorados. A cidade quer respostas claras. Transparência não é favor, é obrigação.

João Campos, prefeito do Recife • Rodolfo Loepert/PCR
Na última quarta-feira (04) fevereiro, cidadãos da cidade do Recife protestam contra João Campos nos sinais da capital pernambucana. Após escândalos envolvendo o concurso de procurador do município e as movimentações políticas para evitar uma CPI a população de Recife vai as ruas contra ex-prefeito João Campos.

Eduardo Moura e João Campos. Foto: Reprodução
O vereador Eduardo Moura fez uma grave denúncia envolvendo a Câmara do Recife. Segundo ele, um projeto que beneficiaria diretamente crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi negado por um vereador aliado do prefeito João Campos, o vereador Rinaldo Júnior.
De acordo com Moura, a proposta tinha como objetivo garantir mais apoio, estrutura e direitos para crianças com TEA e suas famílias — especialmente as chamadas mães atípicas, que enfrentam diariamente desafios na busca por atendimento adequado.
A denúncia aponta que, ao barrar o projeto, o grupo político ligado à gestão municipal teria priorizado interesses do prefeito em detrimento das necessidades da população mais vulnerável.
Ainda segundo o vereador, a decisão evidencia um distanciamento da gestão com a realidade vivida por muitas famílias no Recife, que lutam por inclusão, respeito e políticas públicas efetivas.
A repercussão já começa a ganhar força nas redes sociais, onde mães e apoiadores cobram explicações e posicionamento da prefeitura sobre o caso.
A situação levanta um debate importante: até que ponto decisões políticas estão impactando diretamente a vida de quem mais precisa?

Por Augusto César