O deputado federal Carlos Veras, presidente do PT em Pernambuco – Lula Marques/Divulgação
Segundo Carlos Veras, todos os nomes filiados aos três partidos federados – PT, PV e PCdoB – foram discutidos no conjunto da Federação
Por TEREZINHA NUNES
O prazo de filiações partidárias se encerrou no último dia 05, mas as confusões com filiações de última hora não acabaram. Esta sexta o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, disse a este blog que não aceita as filiações de Batista Cabral, irmão do prefeito do Cabo, Lula Cabral, e de Lara Resende, filha da deputada estadual Simone Santana, ao PV para disputar mandato de deputado estadual pela Federação PT/PV/PCdoB.”Se querem disputar mandato de federal podemos conversar mas de estadual não. Eu ouvi todos os candidatos à reeleição e pré-candidatos a estadual filiados, inclusive do PV, e nenhum deles aceita isso. Quem permanecer com esse propósito de disputa estadual vai ser sub judice pois não vamos aceitar”- disse Veras.
Segundo ele, todos os nomes filiados aos três partidos federados – PT, PV e PCdoB – foram discutidos no conjunto da Federação, “mas fomos surpreendidos por filiações de última hora, acho que até fora da hora pois acompanhamos o prazo de filiação e esses nomes apareceram depois”. E acrescentou: “não vamos desmanchar um projeto construído com muito diálogo para beneficiar pessoas que apareceram em cima da hora”. O PT tem maioria na Federação e, com isso, tem poderes para vetar candidatos. Entre os nomes está o de Lara Santana que estava cotada para substituir sua mãe, a deputada Simone Santana, como esse blog registrou, mas agora, pelo visto, terá que disputar mandato de federal e não de estadual.
Na verdade, a Federação citada vinha vetando nomes que a procuraram e definiu inclusive não aceitar deputados de mandato, mas agora o caso, conforme entendimento do PT, foi de falta de diálogo. A Federação é um agrupamento de partidos que se comprometem a andar juntos durante quatro anos. Todas as decisões precisam ser acordadas pelas legendas e, havendo desentendimentos, a maioria resolve no voto. Se os vetos aos dois nomes permanecerem vai ser difícil voltar atrás pois o PT já fechou questão sobre o assunto e tem cinco dos oito deputados estaduais do colegiado quando o PV só tem três.

Por Augusto César