Foto: Júnior Souza/JC Imagem, Roberto Soares/Alepe e Roberta Guimarães/Alepe
A governadora Raquel Lyra (PSD) subiu o tom contra a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e cobrou, nesta sexta-feira (17), a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que segue travada na Casa. Em resposta, o presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), afirmou que “não está segurando” o projeto e apontou “falácia” do Governo.
Em agenda no município de Palmares, na Mata Sul, a gestora questionou a ausência de deliberação em plenário e afirmou que a situação tem prejudicado o funcionamento do Estado. Na fala, Raquel criticou a ausência de deliberação em plenário e questionou a condução do processo legislativo.
“Imagina que nós somos o único Estado do Brasil que não aprovou na sua plenitude o orçamento público. Isso atrapalha sim o funcionamento do Estado, atrapalha os convênios dos municípios”, declarou.
“Agora, qual é a justificativa para não colocar em pauta o orçamento? E o plenário é soberano, o plenário vota”, acrescentou.
A governadora também afirmou que, apesar do impasse, o governo tem mantido os serviços em funcionamento, ainda que sob restrições.
“Nós estamos segurando, sem parar serviço nenhum, mas segurando na dureza”, disse.
Raquel relembrou de quando foi deputada estadual, entre 2011 e 2016, afirmando que “nunca atrasou nada” e que votou “tudo que era importante para o povo de Pernambuco”.
Ainda em sua fala, a governadora também criticou o que classificou como entraves ao avanço do Estado, apontando razões eleitorais dos adversários.
“Aqui (em Pernambuco) é feito a história do caranguejo no balde, que um sobe e o outro quer puxar para baixo. Sabe o que é que eu digo pra essas pessoas? Que o povo de Pernambuco tá com a gente. Eu não tenho dúvida nenhuma disso”, afirmou.
“Eleição acontece no tempo de eleição. E disputa, e coloca o nome pro povo. E o povo decide de maneira soberana, o bonito da democracia é exatamente isso. Agora, me deixem trabalhar, que eu sei fazer”, concluiu.

Por Augusto César