Foto: Hesiodo Góes
Por Victória Oliveira*
Com a chegada do Partido Novo à base da governadora Raquel Lyra (PSD), o movimento assegura maior tração eleitoral e também um reforço importante. A legenda amplia o alcance da gestora junto ao eleitorado de centro-direita, sem necessariamente exigir dela um posicionamento dentro da polarização nacional.
Na prática, o Novo já vinha atuando em sintonia com o governo na Alepe, por meio do deputado estadual Renato Antunes. Agora, encaminhado o apoio, essa relação amplia a capilaridade da gestora e do partido, que também contará com os vereadores do Recife, Eduardo Moura e Felipe Alecrim, na retaguarda.
No Recife, Eduardo Moura, que lançou ontem (17) sua pré-candidatura a deputado federal, se destaca pela oposição sistemática ao PSB, partido do principal adversário de Raquel. Com a aliança formalizada, a tendência é de maior intensificação desse embate, ampliando o desgaste sobre a sigla presidida por João Campos (PSB).
Com a retirada do seu nome na disputa ao governo estadual, onde pontuava nas pesquisas entre 3% e 8%, o movimento de Eduardo também deverá influenciar diretamente o cenário, com possível migração desse percentual para a governadora.
A ida do Novo para a base de Raquel amplia seu leque político, com uma composição mais plural, reunindo diferentes frentes de apoio que transitam entre centro, direita e setores da esquerda, contrastando diretamente com a estratégia de João Campos, que apostou todas as fichas no lulismo.

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