Médico Ricardo Kalil – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O cardiologista Roberto Kalil Filho afirmou nesta sexta-feira, 24, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não possui restrições médicas para tocar a campanha de reeleição, após procedimento realizado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.
Segundo Kalil, Lula foi submetido à retirada de uma lesão no couro cabeludo (queratose), intervenção que já estava programada havia cerca de dois meses. O procedimento durou aproximadamente uma hora e ocorreu sem intercorrências.
Lula deve deixar o hospital por volta do meio-dia. O presidente chegou à unidade por volta das 7h, e a cirurgia não foi de caráter emergencial.
“O presidente foi submetido à retirada de uma lesãozinha de pele algo já previsto. Foi tudo tranquilo”, afirmou o médico. Ele ressaltou que a intervenção não tem relação com qualquer queda no banheiro do Palácio do Alvorada.
Sobre a cirurgia
A orientação médica é de repouso relativo nos próximos dias, com cautela na participação em grandes eventos imediatamente após a cirurgia. Ainda assim, o médico descartou impactos na agenda política.
“Ele deve retomar a rotina normal em poucos dias. Isso não vai atrapalhar a campanha”, disse. Segundo Kalil, a recomendação é evitar grandes eventos no curto prazo.
De acordo com a dermatologista Cristina Abdalla, trata-se de uma lesão comum, associada à exposição solar, classificada como carcinoma basocelular.
“É a lesão de pele mais frequente. É localizada, não se espalha, e a conduta é a retirada”, explicou. O material foi encaminhado para biópsia, com resultado definitivo previsto para os próximos dias.
Além disso, o presidente passou por uma infiltração na mão para tratar uma inflamação. O procedimento foi realizado na mão direita para tratar uma tendinite, também sem complicações.
Segundo a médica do presidente, Ana Helena Germoglio, o presidente apresenta bom estado geral e bom humor.
Recuperação
Durante a recuperação, Lula deverá manter cuidados locais, como uso de curativo e proteção contra o sol, incluindo chapéu.
De acordo com a equipe médica, não há necessidade de uso de medicamentos. A cicatrização completa da área operada deve levar cerca de um mês.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva acompanhou o presidente durante o atendimento. Segundo a equipe médica, Lula já demonstrava disposição para deixar o hospital pouco após o procedimento.
Kalil afirmou ainda que, no máximo, o presidente poderá aparecer de chapéu durante compromissos públicos neste período de recuperação.

Por Augusto César