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JUDICIáRIO

Tribunal de Contas volta a apontar Superfaturamento de mais de R$ 7 Milhões em Contrato da Iluminação Pública de Garanhuns. Ministério Público também Investiga o Caso

Augusto César Por Augusto César
Tribunal de Contas volta a apontar Superfaturamento de mais de R$ 7 Milhões em Contrato da Iluminação Pública de Garanhuns. Ministério Público também Investiga o Caso

Carlos Eugênio – Uma nova análise técnica do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), solicitada pelo Ministério Público de Contas (MPCO), voltou a apontar indícios de superfaturamento superior a R$ 7 milhões no Contrato nº 005/2023-SIOSP, firmado pela Prefeitura de Garanhuns para modernização do Parque de Iluminação Pública.

O parecer indica possível sobrepreço de cerca de 123%. Segundo a Auditoria, enquanto a Prefeitura desembolsou R$ 12,7 milhões, o valor considerado adequado para os serviços seria de aproximadamente R$ 5,7 milhões.

As principais irregularidades apontadas envolvem os preços das luminárias de LED, os índices de produtividade da mão de obra e a composição do BDI.

De acordo com o relatório, as luminárias representaram cerca de 72% do contrato e teriam sido adquiridas por valores até 102% acima dos praticados pela fabricante.

O relatório cita ainda comparação com outros municípios pernambucanos. Em um dos casos, Garanhuns teria pago R$ 1.235,34 por luminária LED de 150W, enquanto Ouricuri adquiriu equipamento semelhante por R$ 380,00.

A defesa dos responsáveis, incluindo o secretário de Obras e Serviços Públicos, Fá Albino, sustenta que os preços seriam compatíveis com outras licitações e que o contrato incluiu instalação, logística, garantias e assistência técnica.

O parecer será analisado pelo conselheiro substituto Luiz Arcoverde Filho.

CONTRATO REGULAR — Em agosto do ano passado, o próprio TCE-PE julgou o contrato regular com ressalvas, apesar de relatório técnico já apontar indícios de superfaturamento. Na ocasião, o relator Ranilson Ramos entendeu não haver comprovação efetiva de dano ao erário.

MPPE — O caso também é investigado pelo Ministério Público, que instaurou Inquérito Civil com base nos relatórios do Tribunal de Contas.

JUSTIÇA — O contrato também é alvo de ação judicial movida pelo então vereador Bruno da Luz e que tramita na Justiça de Pernambuco desde 2023.