A nova pesquisa do Instituto Múltipla sobre a corrida pelo Senado em Pernambuco começou a mexer com os bastidores políticos do estado. O levantamento aponta a ex-deputada Marília Arraes (PDT) na liderança da disputa, com 26% das intenções de voto no cenário estimulado, quando o eleitor pode escolher até dois nomes.
Na sequência aparecem Humberto Costa (PT), com 17%, e um empate técnico entre Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil), ambos com 13%. Anderson Ferreira (PL) surge com 11%, enquanto Túlio Gadêlha registra 5%. Já Jo Cavalcanti, Fernando Dueire e Paulo Rubem Santiago aparecem com 2% cada.
Mas o dado político mais importante talvez não esteja apenas nos números. A pesquisa escancara a indefinição que ainda ronda o grupo político da governadora Raquel Lyra. O levantamento foi realizado antes da notícia de que Anderson Ferreira poderia desistir da disputa ao Senado, o que pode reorganizar completamente o tabuleiro da direita pernambucana.
Cresce a percepção de que a segunda vaga ao Senado na chapa governista virou um campo minado. Eduardo da Fonte amplia sua articulação silenciosa, Miguel Coelho mantém musculatura no interior e Humberto Costa segue forte no eleitorado ligado ao presidente Lula.
Enquanto isso, Marília aparece ocupando um espaço que mistura recall político, oposição moderada e forte presença popular.
A pesquisa ouviu 1.070 pessoas entre os dias 16 e 20 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais e o levantamento está registrado sob os números PE-01312/2026 e BR-03057/2026.
Pernambuco começa a dar sinais de que a disputa de 2026 pode ser muito mais imprevisível do que parece.

Por Augusto César