Foto: Reprodução/Instragam
Não há muita expectativa nas campanhas ao governo do estado quanto à participação ativa do presidente da República Uma verdadeira concorrência nos bastidores das pré-campanhas gira em torno do nome do presidente Lula. Mesmo faltando menos de dois meses para o início das convenções partidárias, ainda não se sabe qual será o papel do presidente na campanha em Pernambuco.
Até aqui, Lula não é esperado em palanques em Pernambuco — nem no de Raquel Lyra (PSD), nem no de João Campos (PSB). De acordo com a pesquisa Múltipla, divulgada no início desta semana, a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos estão em empate técnico. (43 a 39). Até mesmo as que mostram o socialista à frente, o cenário é de acirramento. Para a campanha de João Campos seria ótimo uma exclusividade do presidente Lula que hoje teria 60% dos votos válidos contra Flávio Bolsonaro. Defendem que o partido da governadora, o PSD, não apoia a reeleição do presidente e tem um adversário na disputa que é Ronaldo Caiado.
Aliados de Lula que são também aliados de Raquel Lyra, não querem essa exclusividade. Acham que não dá para o presidente Lula abrir mão de uma governadora que tem hoje mais de 60% de aprovação e com chances reais de reeleição. Ainda mais existindo um cenário obscuro na Bahia e no Ceará, Pernambuco pode ser o grande fiel da balança sem uma exclusividade de Lula a apenas um nome.
O PT apoia formalmente Campos, em alinhamento com a conjuntura nacional, embora haja divisões internas no partido no estado.
Mas Lula deve evitar aparições em Pernambuco, sua terra natal, durante a campanha.
Para preservar a boa votação histórica do PT no estado, o presidente tentará dialogar com os eleitores das duas pontas. E sabe que, se optar por um dos palanques, tende a perder apoio do outro lado.

Por Augusto César