Foto: Reprodução
O cenário político em Pernambuco registrou forte acirramento após a divulgação das pesquisas eleitorais dos institutos Múltipla e Datafolha, que apontaram a liderança da governadora Raquel Lyra com 43% das intenções de voto, contra 39% do ex-prefeito João Campos.
Em resposta aos resultados desfavoráveis, aliados de Campos iniciaram uma ofensiva coordenada nas redes sociais para tentar estancar uma possível percepção de queda ou estagnação de seu candidato. A movimentação reflete a preocupação do grupo político com o bom momento e a tendência de consolidação de Raquel Lyra na liderança.
A estratégia de comunicação dos apoiadores do ex-prefeito do Recife baseia-se na exploração de uma decisão real da Justiça Eleitoral, que suspendeu o levantamento do Instituto Múltipla por irregularidades formais. Aproveitando-se disso, a militância passou a compartilhar artes gráficas agressivas, misturando deliberadamente os nomes do Múltipla (“empresa de Caruaru”) e do Datafolha no mesmo contexto visual.
Ao associar termos como “Pesquisa de Fachada” e “SUSPENSA” a um instituto de prestígio nacional, a tática busca induzir o eleitor menos atento ao erro, gerando a falsa percepção de que o levantamento do Datafolha também foi invalidado por fraude.

Por Augusto César