– “Pesquisa é um retrato do momento. Fico feliz se a população está aprovando o nosso Governo mas não vamos desviar o foco e continuar trabalhado”. Essas foram as palavras da governadora Raquel Lyra ao ser indagada pela imprensa esta quinta-feira sobre o resultado da pesquisa Datafolha, instituto nacional que vem fazendo levantamentos sobre o quadro pernambucano, e que, pela primeira vez, atestou que ela estána frente do seu principal adversário, o ex-prefeito do Recife, João Campos. Há um mês,João Campos tinha no mesmo instituto 50% das intenções de voto e ela 38%. De lá para cá ela cresceu 10 pontos e agora tem 48% e ele recuou 7 pontos caindo para 43%.
Como a própria governadora sublinhou, a campanha só começa em agosto e acontece até a eleição, em outubro, o que significa uma infinidade considerando o tempo político. Além disso o adversário é forte, conserva os 43% das intenções de voto mesmo depois de deixar o cargo de prefeito e até abril conseguia bater uma governadora candidata à reeleição com aprovação de mais de 60% – agora tem 67%, segundo o Datafolha. Não é para qualquer um.
Foi essa realidade que levou os mais de 150 prefeitos que já apoiam a governadora a imaginar que ela venceria a eleição, como comentavam, a boca pequena, na Marcha dos Prefeitos realizada recentemente em Brasília, mas lá mesmo, na Capital Federal, eles previam que a hora da virada de chave viria mas não tão rápido quanto aconteceu. De qualquer forma, já ensinava Ulisses Guimarães, “ a política é como uma nuvem, você olha agora ela está de um jeito e segundos depois ela está de outro”.
Mas, independente de todas essas conjecturas, mesmo quando Raquel estava bem abaixo de João nos levantamentos quantitativos, o cientista político Adriano Oliveira, especialista em pesquisas qualitativas, que medem não a intenção de voto mas o sentimento dos eleitores, chegou a afirmar no programa Passando a Limpo da Rádio Jornal que, com base nos levantamentos qualitativos que vinha realizando, a governadora venceria a eleição e não se surpreenderia se isso viesse a acontecer ainda no primeiro turno. Ele explicava, na ocasião, que as pessoas estavam admirando a forma de trabalhar da governadora, tinham sentimentos bons em relação a ela e isso ia acabar se refletindo no momento da definição do voto.

Por Augusto César