Iniciativa propõe a ampliação das unidades de proteção da caatinga (DIVULGAÇÃO/SEMAS)
Uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) prevê a criação de seis novas Unidades de Conservação (UCs) na Caatinga, Sertão do Pernambuco.
A partir desta quarta-feira (10), estarão abertas as consultas públicas para a criação das unidades que poderão ampliar em mais de 15 mil hectares a proteção do bioma.
A proposta da Semas consiste na criação de Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que são Unidades de Conservação de Uso Sustentável, que permitem em seu interior áreas privadas e áreas públicas, tendo como objetivo conciliar a conservação ambiental com usos de maneira equilibrada.
A iniciativa integra o projeto “Criando Unidades de Conservação no Semiárido Pernambucano” e faz parte da estratégia do Governo de Pernambuco para ampliar a proteção da Caatinga.
O bioma ocupa cerca de 84% do território estadual, tão rico em biodiversidade e susceptível à desertificação. Com essas novas áreas atualmente em processo de Consultas Públicas, Pernambuco poderá ampliar de 16 para 22 Unidades de Conservação na Caatinga.
Em Orocó, a Consulta Pública sobre a proposta da APA Serra dos Almirantes será realizada no dia 10 de junho.
Para a APA Serra de Seriema, será promovida a Consulta Pública com os moradores dos municípios de Santa Cruz (11), Santa Maria da Boa Vista (15) e Parnamirim (18).
Em Serra Talhada (16) e São José do Belmonte (17), a população poderá contribuir nas Consultas Públicas do processo de criação da APA Serra Verde/Serra do Catolé.
Todos os encontros acontecerão a partir das 8h30.
O processo já passou por São José do Belmonte, com a discussão sobre a APA Serra Comprida.
Os moradores de Carnaíba e Quixaba participaram das consultas voltadas à APA Serra da Matinha.
A população de Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo e Calumbi contribuiu com o debate sobre a APA Serra do Carro Quebrado.

Por Augusto César