A mística que envolve a busca pelo hexacampeonato da Seleção Brasileira nos Estados Unidos ganhou sotaque pernambucano. Para além das fronteiras e das distâncias continentais entre as sedes norte-americanas, torcedores de Pernambuco transformaram o sonho de acompanhar o Mundial em realidade.
Entre o planejamento antecipado, o desafio dos ingressos inflacionados e o orgulho de carregar as cores do estado, as histórias de Thiago Tavares “Chacota”, Raul Erlich “Paixão Coral” e Gilvando Tenório “Detonante” se cruzam na arquibancada e mostram que a paixão pelo futebol supera qualquer barreira.
Com uma programação severa, Raul desenhou um roteiro de jornada para seguir os passos da Amarelinha – com objetivo de acompanhar todos os jogos até a tão sonhada final, cruzando o país desde a estreia em Nova York, passando por Filadélfia, até o embate contra a Escócia, em Miami.
“A questão dos ingressos consegui comprar de forma antecipada, principalmente os do Brasil da fase inicial. O preço médio dos ingressos está entre 1.000 e 2.000 dólares por setor, e a tendência agora é ficar mais caro. A dica para quem quer acompanhar é se programar, economizar e focar no sonho”, alertou Raul.
A tática do “chororo” de Vando Detonante
Viajando em um grupo de quatro pessoas, que inclui seu filho e familiares, Vando desembarcou em solo americano sem a certeza das entradas, confiando na rede de contatos e na tradicional pechincha brasileira para driblar o que chama de superfaturamento da entidade máxima do futebol.
“Nós encontramos preço justo nas passagens porque fizemos um planejamento antes. Mas os ingressos estão muito caros. Ganhei o do primeiro jogo. O contra o Haiti estava mais tranquilo, agora contra a Escócia está mais difícil pela grande procura. O problema foi que a Fifa superfaturou os valores. Eu sou o cara sincero: procuro as melhores oportunidades, meu dinheiro não é muito, então tem que dar uma pechinchada, um chororo”, confessou Vando.

Por Augusto César