MAC-PE reabre para o público com exposição de longa duração que celebra os 60 anos do museu (Foto: Rafael Vieira/DP)
Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, Igreja de São Pedro Mártir de Verona e Mosteiro de São Bento foram recuperados em obras que, juntas, somam mais de R$ 20 milhões de investimento

André Guerra – Nesta terça-feira (30), três equipamentos culturais do Sítio Histórico de Olinda estão sendo reabertos pelo Governo do Estado, como parte das ações de restauro planejadas para entrega ainda no final do primeiro semestre de 2026. O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), a Igreja de São Pedro Mártir de Verona e a Basílica e Mosteiro de São Bento estão oficialmente abertos para o público após uma sequência de obras que, juntas, somam mais de R$ 20 milhões de investimento após um período em que os espaços ficaram fechados total ou parcialmente.

Em abril, o Diario acompanhou o andamento das reformas do MAC-PE, revelando a manutenção que estava sendo realizada na estrutura principal, com seus dois pavimentos, além do prédio-anexo e na revitalização paisagística do jardim localizado no quintal do equipamento, com o retorno do anfiteatro que já foi palco de tantos eventos culturais.

O museu está reabrindo agora com a prometida exposição de longa duração que celebra os seus 60 anos com uma retrospectiva de um dos maiores acervos de arte moderna da América Latina, que atravessa grandes nomes nacionais e internacionais. Obras de Burle Marx, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Wellington Virgolino, João Câmara, Telles Júnior, Tarsila do Amaral e ainda uma peça icônica do Chang Dai-chien (conhecido como o “Picasso da China”) compõem o conjunto da coleção, que conta com mais de 4 mil peças ao todo.

Em entrevista ao Diario, Lúcia Padilha, chefe de unidade responsável pela idealização do projeto geral de revitalização, destaca a importância do reencontro do MAC-PE com o público. “Vai ser um momento muito significativo para quem gosta de arte e uma oportunidade do povo pernambucano descobrir ou redescobrir um acervo que tem seis décadas, e que funciona como um panorama gigantesco da história do estado e do país”, afirma a gestora. “A partir desse riquíssimo acervo, a gente pode se apropriar de peças tão extraordinárias do mundo inteiro e ainda proporcionar mais um espaço para que artistas locais tragam suas exposições e, assim, possam dialogar com essas obras”.

Por Augusto César