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INTERNACIONAL

Ruber Neto questiona viagem de Sivaldo à Argentina e aponta “Pauta Turística” durante Agenda do Prefeito em Buenos Aires e Tigre

Augusto César Por Augusto César
Ruber Neto questiona viagem de Sivaldo à Argentina e aponta “Pauta Turística” durante Agenda do Prefeito em Buenos Aires e Tigre

Carlos Eugênio – A Câmara de Garanhuns aprovou, na última sexta-feira, dia 26, a autorização para que o Prefeito Sivaldo Albino (PSB) realize uma viagem internacional entre os dias 5 e 9 de julho.

De acordo com ofício encaminhado ao Legislativo, o Gestor participará do “I Percurso Formativo na Argentina”, evento voltado, segundo a programação, à formação educacional e ao aperfeiçoamento da gestão pública na área da educação infantil.

A agenda reúne atividades nas cidades de Buenos Aires e de Tigre, incluindo visitas técnicas ao Jardim Botânico, Museus e Espaços Culturais.

A autorização contou com o voto favorável da maioria dos Vereadores, tendo apenas um voto contrário, do vereador Ruber Neto, enquanto o líder da Oposição, vereador Thiago Paes, não participou da Sessão.

Em entrevista ao jornalista Carlos Eugênio, Ruber Neto justificou o posicionamento contrário e afirmou ter identificado inconsistências na justificativa apresentada por Sivaldo.

“Primeiro, o caráter de urgência urgentíssima. Uma viagem dessas sempre deve ser planejada e organizada. Depois disso, fomos analisar a programação e vimos visitas ao Jardim Botânico, museus e livrarias. Isso me parece muito mais uma pauta turística do que uma pauta que vá trazer resultados concretos para Garanhuns”, declarou o Parlamentar.

Ruber também questionou a necessidade da participação do Prefeito na programação educacional, defendendo que a representação poderia ser feita pela Secretaria de Educação.

“Não sou contra congressos ou formações, mas, se fosse uma pauta técnica da educação, quem deveria representar o Município era a Secretária de Educação”, afirmou.

Durante a entrevista, o Vereador disse ainda que acompanhará os gastos relacionados à viagem, incluindo passagens, diárias e demais despesas públicas, por meio do Portal da Transparência e de Órgãos de Controle.

“Meu papel é fiscalizar. Quando vejo algo que não está batendo, não tenho receio de questionar”, destacou, rechaçando, a possibilidade de a fiscalização ser considerada de caráter pessoal.