O desempenho de Pernambuco no longo prazo continua se destacando na Região Nordeste – MIGUEL ÂNGELO/ CNI
A atividade industrial em Pernambuco apresentou sinais de recuperação no curto prazo e mantém um ritmo de crescimento robusto no acumulado do ano, superando a média regional. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (10), a produção da indústria geral do estado cresceu 2,4% em maio de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais.
Apesar do avanço recente em relação a abril, o setor registrou um ligeiro recuo de 0,9% quando comparado a maio de 2025, o que indica que o volume produzido ficou ligeiramente abaixo do patamar observado no mesmo período do ano passado.
Contudo, o desempenho de Pernambuco no longo prazo continua se destacando na Região Nordeste. De janeiro a maio de 2026, a produção industrial pernambucana acumulou uma alta expressiva de 14,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, contrastando com o avanço mais tímido de 0,6% registrado por toda a região nordestina. O indicador acumulado dos últimos 12 meses também reforça a trajetória positiva, com uma expansão de 7,6%, sinalizando que a atividade industrial vem conseguindo sustentar seu crescimento em uma perspectiva temporal mais ampla.
A análise setorial das indústrias de transformação revela os principais motores dessa expansão. Na comparação direta com maio de 2025, o grande destaque ficou por conta da fabricação de produtos químicos, que disparou 32,5%, seguida de perto pela fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), que avançou 19,1% no estado.
Outros segmentos que também apresentaram resultados positivos no mês foram o de celulose, papel e produtos de papel, com alta de 4,7%; produtos alimentícios, com 3,5%; e borracha e material plástico, que cresceu 2,8%. Já no acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a liderança disparada foi da atividade de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, cujo volume de produção praticamente dobrou ao registrar uma variação de 99,5%.
O setor de fabricação de outros equipamentos de transporte (exceto veículos automotores) apareceu em seguida com alta de 19,9%, acompanhado pela metalurgia, que cresceu 18,2%, e pela fabricação de produtos químicos, com expansão de 11,4%. Quando observado o desempenho consolidado dos últimos 12 meses através dos indicadores gráficos da pesquisa, o setor de derivados do petróleo, coque e biocombustíveis mantém a dianteira com uma alta estável de 37,6%.
Outros ramos como a metalurgia (7,3%), a fabricação de máquinas e aparelhos elétricos (7,0%), veículos automotores (3,7%), produtos químicos (2,0%), papel e celulose (1,6%) e borracha e plástico (1,3%) operam em terreno positivo no balanço anual.
Em contrapartida, alguns setores enfrentam retração no acumulado de 12 meses, com variações negativas registradas na fabricação de produtos alimentícios (-0,2%), bebidas (-0,9%), minerais não metálicos (-2,8%), outros equipamentos de transporte (-15,8%) e produtos de metal, que amargou a maior queda no período (-16,2%).

Por Augusto César