Foto: GENIVAL PAPARAZZI/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
A perda de favoritismo do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo governo de Pernambuco reflete uma queda acentuada em suas intenções de voto, que anteriormente o colocavam com ampla vantagem. Em setembro de 2025, Campos registrava 59% da preferência do eleitorado contra 24% da governadora Raquel Lyra (PSD). No entanto, dados recentes do instituto Quaest mostram uma virada no cenário: Raquel Lyra assumiu a liderança numérica com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% de João Campos, configurando um empate técnico no limite da margem de erro.
Evolução das Intenções de Voto (1º Turno)
| Período | João Campos (PSB) | Raquel Lyra (PSD) | Diferença |
|---|---|---|---|
| Setembro / 2025 | 59% | 24% | +35% (Campos) |
| Dezembro / 2025 | — | — | +27% (Campos) |
| Fevereiro / 2026 | — | — | +20% (Campos) |
| Abril / 2026 | — | — | +17% (Campos) |
| Junho / 2026 (CNN) | 45% | 40% | +5% (Campos) |
| Julho / 2026 (Quaest) | 37% | 43% | +6% (Lyra) |
Fatores que Explicam a Desaceleração de João Campos
- Crescimento de Raquel Lyra: A governadora intensificou agendas públicas e entregas institucionais, elevando sua aprovação administrativa de 51% para 68%.
- Ataques e Desinformação: Aliados e o próprio ex-prefeito atribuem o desgaste à circulação de conteúdos negativos e denúncias nas redes sociais, descritas por ele como uma estrutura de “gabinete do ódio” sob investigação da Polícia Federal.
Uso Político das Instituições: O grupo político de Campos denunciou formalmente o suposto aparelhamento e investigações informais dentro da Polícia Civil de Pernambuco para prejudicar sua candidatura.
Estratégia de Recuperação: Para reverter a curva de queda, João Campos aposta na consolidação de um palanque unificado com o apoio direto do presidente Lula.
João Campo: “A soberba precede a queda”
A expressão “A soberba precede a queda” é um famoso provérbio bíblico (Provérbios 16:18) que frequentemente ressurge no debate político brasileiro, especialmente no cenário de Pernambuco, direcionado a figuras públicas em ascensão como o ex-prefeito do Recife, João Campos.
O uso dessa frase no contexto político reflete dinâmicas cruciais:
- Críticas da Oposição: Adversários e eleitores de oposição utilizam o provérbio nas redes sociais para alertar contra o excesso de confiança ou o favoritismo precoce em disputas eleitorais no estado.
- Alianças e Tensões: A frase costuma aparecer em discussões sobre a consolidação de alianças, disputas internas em partidos aliados como o PT, ou em embates diretos envolvendo o grupo político de João Campos e a governadora Raquel Lyra.
- Significado Moral: No plano geral, serve como um lembrete de que a arrogância e a autoconfiança desmedida costumam cegar líderes para os riscos reais, resultando em derrotas ou crises inesperadas.

Por Augusto César