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ELEIçõES 2026

Tereza Cristina comunica aliados que aceitou ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro

Augusto César Por Augusto César
Tereza Cristina comunica aliados que aceitou ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro

Do Metrópoles – A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados, nesta quinta-feira (30/7), que aceitou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

A composição, no entanto, ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além do aval formal do PP em convenção partidária. Após o sinal verde da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio à aliança.

Até o momento, a orientação predominante na federação era de manter neutralidade na disputa presidencial para preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso. Apesar da movimentação, integrantes da cúpula do PP ainda consideram difícil uma coligação com o PL.

Tereza Cristina é o nome preferido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que avalia que a presença dela na chapa fortaleceria a candidatura de Flávio, tanto pelo vínculo com o agronegócio quanto por ampliar as chances de atrair a Federação União Progressista para a aliança.

Quem é Tereza Cristina

  • Tereza tem 72 anos e nasceu em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul;
  • É senadora pelo seu estado natal e líder do PP na Casa Alta;
  • Empresária e produtora rural fortemente ligada ao agronegócio;
  • Foi deputada federal entre 2015 e 2019;
  • Foi ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre 2019 e 2022.

A senadora vinha sendo pressionada nas últimas semanas por dirigentes do PL e por representantes do empresariado e do agronegócio a integrar a chapa. Segundo um dirigente do União Brasil, sob reserva, “tiveram uma conversa com ela ontem, e ela realmente balançou”.

Há poucos dias, Tereza Cristina chegou a discutir a possibilidade com Valdemar, mas ainda resistia ao convite. Na ocasião, segundo o dirigente do PL, ela manifestou preferência por permanecer no Senado e disputar a Presidência da Casa em 2027. Anteriormente, Valdemar já havia afirmado que esse era o principal motivo para a senadora recusar a vaga de vice.