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ELEIçõES 2026

NÃO SABE O QUE QUER OU É OPORTUNISTA: Incoerência de Marília Arraes em chamar FBC para ser seu suplente ao Senado

Augusto César Por Augusto César
NÃO SABE O QUE QUER OU É OPORTUNISTA: Incoerência de Marília Arraes em chamar FBC para ser seu suplente ao Senado

O convite feito por Marília Arraes (PDT) para que o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) integre sua chapa como primeiro suplente ao Senado gerou fortes debates no cenário político de Pernambuco, sendo apontado por críticos e adversários como uma incoerência ideológica e pragmática.

Os principais argumentos que sustentam essa visão de contradição na aliança articulada na chapa da Frente Popular, liderada por João Campos (PSB), são os seguintes:

A candidata ao Senado pelo PDT, Marília Arraes, que diz aos quatro ventos que é lulista de carteirinha, surpreendeu ao convidar Fernando Bezerra Coelho para ser o seu suplente. A surpresa se deu pela incoerência do gesto, uma vez que ela combateu tanto Michel Temer e Jair Bolsonaro e convidou aquele que foi líder dos dois governos no Senado. Pragmatismo é comum em política, mas precisa ter um certo limite.

Alinhamento ao Bolsonarismo vs. Esquerda

  • Histórico de FBC: Fernando Bezerra Coelho foi um dos principais articuladores políticos do governo de Jair Bolsonaro, atuando como líder do governo no Senado durante momentos críticos, incluindo o período da pandemia da Covid-19.
  • Discurso de Marília: Marília Arraes sempre se posicionou como uma aliada histórica e fervorosa do presidente Lula em Pernambuco, construindo sua plataforma com base em discursos progressistas de esquerda. Críticos apontam que colocar um dos maiores símbolos do bolsonarismo local em sua chapa contradiz diretamente essa identidade.

O Legado de Miguel Arraes

  • Uso da Imagem de Arraes: Marília evoca constantemente a memória e o legado de seu avô, o ex-governador Miguel Arraes, uma das maiores referências de defesa dos trabalhadores camponeses e da esquerda tradicional.
  • A justificativa pragmática: Ao ser questionada sobre a incoerência do convite, a própria candidata buscou respaldo na história, declarando que seu avô, apesar de defender os trabalhadores rurais, também se aliava a usineiros e banqueiros pernambucanos em prol de governabilidade e processos eleitorais. Para setores mais tradicionais da esquerda, contudo, a comparação soou forçada.

Oportunismo Eleitoral e Geográfico

  • Rompimento recente: A investida sobre o clã dos Coelho ocorreu imediatamente após o filho de FBC, Miguel Coelho (União Brasil), desistir de concorrer ao Senado pela chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) devido a divergências de espaço.
  • Pragmatismo regional: Analistas políticos locais apontam que o convite foi motivado pela pressa em atrair o capital político do Sertão do São Francisco, onde a família Coelho detém imensa força eleitoral. Esse movimento é visto por opositores mais como um ato de oportunismo e afobação eleitoral do que uma convergência de projetos para o estado de Pernambuco.