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RELIGIãO

Novos Céus e da Nova Terra

Augusto César Por Augusto César
Novos Céus e da Nova Terra

Isaías 65.17-25
Isaías 65.17-25 apresenta uma das mais belas promessas de toda a Escritura sobre o futuro glorioso preparado por Deus para o seu povo. O Senhor anuncia: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra” (v.17). Essa promessa aponta, em seu cumprimento final, para a nova criação descrita em Apocalipse 21 e 22, quando toda a obra da redenção será consumada. O pecado, a maldição e as consequências da queda serão definitivamente removidos. Por isso, “não haverá lembrança das coisas passadas”, indicando que as dores, tristezas e aflições da presente era não exercerão mais qualquer influência sobre a alegria perfeita dos redimidos. Deus mesmo se alegrará em seu povo, e Jerusalém será símbolo da comunhão restaurada entre o Senhor e aqueles que pertencem à sua aliança (vv.18-19).
Os versículos 20-25 utilizam imagens conhecidas da vida humana para descrever essa realidade futura de paz, segurança, prosperidade e comunhão. A referência à longevidade, ao trabalho recompensado, às casas habitadas pelos próprios construtores, às vinhas desfrutadas por quem as plantou e aos animais vivendo em harmonia comunica, por meio de linguagem profética, a completa reversão dos efeitos da maldição pronunciada em Gênesis 3. O versículo 20, que menciona morte e pecado, não deve ser entendido como uma descrição literal do estado eterno, pois o restante das Escrituras afirma claramente que, na nova criação, “já não existirá morte” (Ap 21.4) e “nela jamais penetrará coisa alguma contaminada” (Ap 21.27). Isaías comunica a perfeição da futura restauração utilizando figuras compreensíveis aos seus primeiros ouvintes, revelando uma condição de plenitude que ultrapassa a experiência humana presente.
O capítulo culmina com a promessa da perfeita comunhão entre Deus e seu povo: “antes que clamem, eu responderei” (v.24). Não haverá mais barreiras provocadas pelo pecado, nem sofrimento, violência ou ameaça. A reconciliação da criação é retratada na imagem do lobo e do cordeiro pastando juntos, enquanto a serpente permanece debaixo da maldição (v.25), lembrando que Satanás jamais voltará a enganar ou destruir o povo de Deus. Toda a criação viverá em perfeita paz sob o governo do Senhor.
Lição de vida: O povo de Deus vive olhando para uma esperança que ultrapassa esta vida. As lutas, perdas, enfermidades e injustiças do tempo presente não terão a palavra final. Deus prometeu fazer novas todas as coisas, e sua promessa é absolutamente certa. Essa esperança fortalece o crente a perseverar com fidelidade, sabendo que o sofrimento é passageiro, mas a alegria da nova criação será eterna. Por isso, vale a pena permanecer firme em Cristo, aguardando o dia em que habitaremos para sempre nos novos céus e na nova terra, onde reinarão a justiça, a paz e a presença gloriosa de Deus.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 05 de agosto de 2026

Texto para leitura anual: Isaias 65-66